Saúde

Estudo revela hábito que pode reduzir complicações cardiovasculares em pacientes com diabetes; saiba qual

Pesquisa mostra que hábito reduz em até 78% o risco de hospitalizações por complicações cardiovasculares em pacientes com diabetes  |  Ilustrativa / Pixabay

Publicado em 22/05/2025, às 16h57   Ilustrativa / Pixabay   Cauan Borges

Um estudo publicado na revista da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) traz evidências sobre os benefícios do uso de sistemas de monitoramento contínuo de glicose (CGM) – na prevenção de complicações cardiovasculares em pessoas com diabetes tipo 1. 

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De acordo com a pesquisa, pacientes que utilizam essa tecnologia apresentam uma redução de 62% no risco de hospitalizações por eventos cardiovasculares, em comparação com aqueles que monitoram os níveis de glicose por meio da punção digital convencional.

Entre os indivíduos que já haviam experimentado episódios graves de hipoglicemia, a redução nas hospitalizações chega a 78%. Situações de hipoglicemia grave ocorrem quando os níveis de glicose caem a ponto de exigir atendimento médico imediato, não sendo suficientes as medidas tradicionais, como ingestão de açúcar, sucos ou alimentos ricos em carboidratos.

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Os dados sugerem que o uso do CGM contribui significativamente para mitigar o risco de eventos como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), angina, insuficiência cardíaca e arritmias — todas condições potencialmente fatais. Vale lembrar que pessoas com diabetes, tanto tipo 1 quanto tipo 2, têm um risco até quatro vezes maior de sofrer com complicações cardiovasculares, que representam a principal causa de morte nesse grupo.

A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade de Gotemburgo e do Instituto Karolinska, na Suécia, com base em informações do Swedish National Diabetes Register — um dos bancos de dados mais abrangentes do mundo na área, cobrindo cerca de 90% da população sueca com diabetes.

O que é o sistema de monitoramento contínuo da glicose?

O CGM é um dispositivo semelhante a um pequeno adesivo, aproximadamente do tamanho de uma moeda de um real, geralmente fixado no braço. O sensor contém filamentos microscópicos que penetram levemente na pele para medir os níveis de glicose no fluido intersticial — o líquido que envolve as células — e não diretamente no sangue, o que diferencia essa tecnologia da medição tradicional de glicemia.

Alguns modelos realizam medições em tempo real, enquanto outros captam dados a cada 15 minutos, gerando gráficos contínuos que são enviados para um aplicativo no celular do usuário. As informações permitem um acompanhamento mais preciso e dinâmico da condição do paciente, o que pode favorecer intervenções mais rápidas e eficazes.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSaúdeestudodiabetesdiabéticosglicosediabetes tipo 1monitoramento de glicose

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