Saúde

Envio de pulsos elétricos ao intestino pode melhorar diabetes tipo 2, segundo pesquisadores

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Procedimento, minimamente invasivo, utiliza pulsos elétricos de alta voltagem aplicados na parte superior do intestino delgado para tratar o diabetes tipo 2  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 08/05/2025, às 11h09



Pesquisadores apresentaram na Semana da Doença Digestiva, realizada em San Diego, nos EUA, entre 3 e 6 de maio, um procedimento minimamente invasivo que utiliza pulsos elétricos de alta voltagem aplicados na parte superior do intestino delgado para tratar o diabetes tipo 2, com resultados promissores.

O impacto desse tratamento é comparável aos benefícios observados após a cirurgia bariátrica de bypass gástrico, especialmente em pacientes que recebem pulsos em dosagens mais elevadas. Segundo Richard Pratley, do Instituto de Diabetes AdventHealth, o método com energia de campo elétrico pulsado não-térmico no duodeno melhora de forma significativa e duradoura a resistência à insulina e a função das células beta, que são essenciais no controle do diabetes tipo 2.

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O duodeno, região inicial do intestino delgado, tem papel fundamental na regulação da glicose à medida que os nutrientes transitam do estômago para o intestino. Em pessoas com diabetes tipo 2, essa área costuma estar inflamada e com funcionamento comprometido. A aplicação dos pulsos elétricos estimula a regeneração de células saudáveis no duodeno, favorecendo o controle dos níveis de açúcar no sangue.

No estudo, 51 pacientes, em sua maioria com sobrepeso ou obesidade, passaram pelo procedimento e apresentaram melhora significativa na sensibilidade à insulina e na função das células beta após 12 semanas, com efeitos mantidos até 48 semanas. Além disso, houve redução expressiva no controle glicêmico e no peso corporal dos participantes.

Atualmente, o tratamento está sendo avaliado em um novo estudo com pessoas que têm diabetes tipo 2 mal controlado por medicamentos não insulínicos e sobrepeso. O líder da pesquisa, Barham Abu Dayyeh, do Cedars-Sinai em Los Angeles, acredita que o procedimento pode ser eficaz também para pacientes com diabetes tipo 2 que não apresentam excesso de peso, ampliando o potencial de aplicação da técnica.

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