Saúde

Médicos defendem manipulação da Tizerpatida como mais seguro que o Mounjaro

Médicos Jhones Carneiro e Eduardo Leonel declararam que interesse de proibir a manipulação vem das farmacêuticas  |  Reprodução/redes sociais

Publicado em 02/12/2025, às 16h00   Reprodução/redes sociais   Héber Araújo

Após a deflagração da Operação Slim da Polícia Federal, a manipulação da Tizerpatida continua repercutindo nacionalmente. Desta vez, os médicos Jhones Carneiro e Eduardo Leonel defenderam o uso da medicação manipulada como solução alternativa para o emagrecimento, como medicação mais segura do que o mounjaro.

Em vídeos postados nas redes sociais, os médicos afirmaram que os únicos interessados em proibir que a manipulação aconteça são as farmacêuticas que podem impor preços mais caros pelos medicamentos. “Esse movimento de querer proibir a manipulação, que até a mídia está divulgando que a manipulação é perigosa. Se proibir, só vai haver duas coisas, uma que é o mounjaro. E o que acontece quando só tem um produto no mercado? O preço sobe”, disse Jhones Carneiro.

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O médico ainda afirmou que farmácias de manipulação precisam passar por procedimentos de fiscalização rígidos, definidos pela Anvisa, para poder atuar e que, se fossem tão perigosas como têm sido faladas, elas não iriam funcionar.
“Pensa no que tem por trás. De quem é o interesse na proibição da manipulação que foi liberada, que é altamente controlada e que é permitida por lei?”, questionou Carneiro.

Em sua publicação, o também médico Eduardo Leonel, que afirmou já ter feito uso do mounjaro, defendeu que o manipulado é bem mais seguro para a saúde das pessoas. Segundo ele, o manipulado permite que os pacientes tomem doses mais controladas das medicações.

“Quando você aspira, você consegue manipular a dose de uma maneira mais sensível, aos porquinhos. Então, se precisar progredir a dose, é muito mais fácil fazer isso com o manipulado”, afirmou.

Ele ainda comparou a manipulação da Tizerpatida a canetas de Ozempic, que permite que os usuários possam controlar as doses a serem injetadas no organismo. “O paciente gasta menos, mas também, eu acho que faz muito mais sentido, pensado na saúde dele”, concluiu.

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