Saúde
Publicado em 07/07/2025, às 14h06 Reprodução / Freepik Leonardo Oliveira
Aquele dia caótico no trabalho, as contas se acumulando, a cabeça que simplesmente não desliga na hora de deitar no travesseiro. Se essa rotina de estresse e noites mal dormidas parecem familiar, preste atenção: esses hábitos não estão apenas roubando seu bem-estar, eles podem estar te empurrando silenciosamente para um caminho perigoso, o da dependência de álcool.
É o que aponta um estudo inédito e alarmante do Grupo DNA, uma referência em genômica e saúde personalizada no Brasil. A pesquisa, que já analisou mais de 400 pessoas, acendeu uma luz vermelha: impressionantes 91% dos participantes têm problemas com a qualidade do sono, e 37% vivem com níveis de estresse de médios a altos.
A bomba-relógio que mistura genética e maus hábitos
Os pesquisadores cruzaram esses dados com o nosso código genético. Eles identificaram "interruptores" no DNA que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver alcoolismo, obesidade e outras doenças ligadas ao fígado.
O resultado é um mapa que conecta a predisposição genética com o nosso estilo de vida. A sua genética pode até te deixar mais vulnerável, mas são os seus hábitos — como o estresse e a falta de sono — que realmente apertam o gatilho.
“O sono e o estresse são dois pilares silenciosos da saúde mental e física – e, quando negligenciados, aumentam a vulnerabilidade ao abuso de substâncias como o álcool. Nosso estudo comprova que a combinação entre genética e hábitos de vida precisa ser levada a sério se quisermos prevenir doenças de forma eficaz”, afirma Rodrigo Matheucci, CEO do Grupo DNA.
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O ciclo vicioso: por que o álcool parece uma solução?
Mas como o sono e o estresse nos levam ao copo? A lógica é cruelmente simples. Segundo os pesquisadores, quem sofre com insônia ou vive estressado muitas vezes recorre ao álcool como uma tentativa desesperada de “desligar” o cérebro e relaxar.
O problema é que essa "solução" é uma armadilha. O álcool até pode te ajudar a pegar no sono no início, mas ele piora (e muito) a qualidade do seu descanso. Com o tempo, você precisa de doses cada vez maiores para ter o mesmo efeito, criando um ciclo vicioso que agrava a insônia e te joga direto nos braços da dependência.
O futuro é cuidar de você de forma única
A pesquisa, que ainda está em andamento, não quer apenas apontar o problema, mas sim encontrar soluções. O objetivo é criar estratégias de prevenção que sejam personalizadas para cada pessoa.
"O futuro da saúde está na prevenção personalizada. O que propomos com este estudo é um novo olhar: entender os gatilhos que levam ao uso nocivo do álcool e oferecer caminhos concretos e individualizados para transformar hábitos e evitar danos permanentes”, reforça Mateucchi.
A ideia é que, no futuro, um algoritmo possa analisar seu DNA e seus hábitos e te dar sugestões específicas para melhorar sua vida, desde a qualidade do sono até a maneira como você lida com o estresse. É a ciência nos mostrando que, para evitar a doença, o primeiro passo é cuidar do nosso bem-estar mental e físico, noite após noite.
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