Saúde
Publicado em 20/09/2025, às 18h53 Divulgação/SESA/Governo do Paraná Bernardo Rego
Os estudos e parâmetros no âmbito da medicina são constantes e, por conta disso, alguma orientação que tida com lei imutável, agora já pode estar diferente. É o caso da nova diretriz brasileira para a pressão arterial.
O parâmetro 12 por 8 considerado normal durante muitos anos. Contudo, uma nova diretriz feita pela pelas sociedades brasileiras de cardiologia, de nefrologia e de hipertensão, dá conta que esse valor já pode ser indicado por uma pré-hipertensão. O documento foi divulgado na quinta-feira (18) no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia.
Segundo o documento Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, objetivo é identificar, de forma precoce, os pacientes em risco elevado de serem hipertensos e incentivá-los a tomar medidas que melhorem o seu estado de saúde geral sem, necessariamente, fazer o uso de medicamentos. A partir de agora, para que a pressão arterial seja considerada normal, ela precisa estar abaixo de 12 por 8.
Caso o valor aferido seja igual ou maior que 14 por 9, continua sendo considerada hipertensão em estágios 1, 2 ou 3, a depender da avaliação feita pelo profissional de saúde.
Além da nova classificação, o documento também alterou o alvo de tratamento. Quem mantinha a pressão próxima de 14 por 9 era aceito. A partir de agora, a meta é ficar abaixo de 13 por 8 (130/80 mmHg) para todos os pacientes hipertensos, sem exceção por idade, sexo ou outras doenças associadas.
Um dos pontos chaves da diretriz aponta que não basta mais controlar apenas os números da pressão. Agora, os médicos devem calcular o chamado risco cardiovascular global.
Pela primeira vez, o texto inclui recomendações específicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 75% dos brasileiros com hipertensão dependem da rede pública, e o documento propõe diretrizes adaptadas à realidade da atenção primária.
A hipertensão afeta cerca de um terço dos brasileiros e é responsável pela maioria dos infartos e AVCs no país. Com metas mais rígidas, a nova diretriz busca ampliar o diagnóstico precoce e melhorar o controle da pressão, tanto nos consultórios privados quanto nas unidades de saúde pública.
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