Saúde

Bnews Outubro Rosa: maternidade após diagnóstico reacende esperança em mulheres

Jovem de Feira de Santana superou o tratamento e celebrou nascimento da filha  |  Reprodução / Instagram @gabrixbrandao

Publicado em 09/10/2025, às 06h00   Reprodução / Instagram @gabrixbrandao   Aina Soledad

A maternidade após o diagnóstico e tratamento do câncer de mama pode representar uma esperança para mulheres que enfrentaram a doença e, após uma longa batalha, foram agraciadas com a geração de um bebê.

A auxiliar contábil Gabrielle Brandão, de 25 anos, passou por essa experiência. A jovem de Feira de Santana teve a alegria em celebrar o tratamento da doença e o nascimento de sua filha Aurora, em 2024. Em junho, ela e a família celebraram o aniversário de um ano da bebê.

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Tudo começou em junho de 2023, quando Gabrielle descobriu um inchaço na mama direita e procurou ajuda médica. Em outubro, veio o diagnóstico: carcinoma invasivo. Mas a surpresa maior estava por vir: ela estava grávida de três meses. Diante da notícia, muitos sugeriram interromper a gravidez, mas Gabrielle decidiu seguir em frente, enfrentando o câncer e a gestação com determinação.

Com cuidados médicos, a gestação de Aurora foi acompanhada de perto. Ela nasceu prematura em 6 de junho e precisou de 15 dias em semi-UTI para ganhar peso.

Ao G1, a jovem contou que a filha nasceu perfeita. "A gente só precisou antecipar o parto porque ela não estava ganhando peso dentro da barriga. Junto com minha obstetra e oncologista, foi decidido fazer a cesária com 35 semanas. E daí já foi marcada a cirurgia para a retirada do nódulo (...) Minha vida hoje é em prol de Aurora”, disse, em entrevista.

O câncer de mama gestacional é raro, afetando uma a cada três mil mulheres. Ele é diagnosticado durante a gravidez ou até um ano após o parto.

A jovem utiliza as redes sociais para compartilhar suas vivências no tratamento do câncer.  

Confira:

Casos na Bahia e no Brasil

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil registrou 73,6 mil novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2023-2025. Na Bahia, são estimados 4,2 mil diagnósticos anuais, com taxa de incidência de 43,28 casos por 100 mil mulheres. Este é o tipo de câncer mais comum entre as brasileiras, à frente do colorretal, do colo de útero e do pulmão.

“O tratamento do câncer de mama não pode ser fragmentado. Ele exige integração entre cirurgia, oncologia clínica, radioterapia, apoio psicológico e, sempre que possível, reconstrução mamária”, afirma o mastologista Leonardo Dias, coordenador do serviço de Mastologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS).

Prevenção

Prevenção e detecção precoce são fundamentais contra o câncer de mama. Atividade física, alimentação saudável e evitar álcool e tabaco ajudam a reduzir o risco. Mamografia anual é recomendada para mulheres de 40 a 69 anos, mesmo sem sintomas.

Classificação Indicativa: Livre


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