Saúde
O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero, os dois tipos mais comuns entre mulheres brasileiras. Para além da prevenção, avanços tecnológicos têm ajudado na detecção precoce e no tratamento, oferecendo mais chances de cura e qualidade de vida. A equipe do BNews conversou com duas especialistas para mostrar o que há de novo no combate à doença.
Câncer de mama: exames e cirurgias menos invasivas
De acordo com a mastologista Gabriela Gomes, médica do Hospital das Clínicas de Salvador (HUPES) e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia continua sendo o exame mais importante para o rastreamento. “Ela ainda é o único exame que além de detectar precocemente o câncer de mama, reduz a mortalidade em cerca de 25%”, afirma.
No entanto, outros exames complementares ajudam a refinar o diagnóstico, como a tomossíntese (mamografia 3D), a ressonância magnética das mamas (indicada para mulheres com histórico familiar ou mutação genética) e a ultrassonografia, que auxilia em casos de mamas densas.
A tecnologia também transformou a leitura das imagens. “Mamógrafos digitais com ajuda da inteligência artificial aumentam a precisão, encontrando focos suspeitos com mais eficácia. Isso favorece a intervenção médica precoce”, explica Gabriela.
No tratamento, o avanço mais notável está nas cirurgias oncoplásticas, que unem segurança oncológica e reconstrução imediata. “Antigamente as cirurgias eram mutilantes e deixavam sequelas irreversíveis. Hoje conseguimos retirar o tumor e reconstruir a mama no mesmo procedimento, com resultados melhores para a saúde e para a autoestima da paciente”, destaca.
Para a médica, a prevenção começa com hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, prática de exercícios, evitar tabagismo, álcool e uso desnecessário de hormônios. Mas reforça também a importância do rastreamento: “A mamografia anual a partir dos 40 anos aumenta muito as chances de cura caso a doença apareça”.
Câncer do colo do útero: vacina e novos exames no SUS
No caso do câncer do colo do útero, a ginecologista Lorena Magalhães destaca que o exame preventivo continua essencial, mas em breve o SUS passará a oferecer a genotipagem para HPV dos subtipos 16 e 18, os mais agressivos.
A especialista reforça que o maior aliado contra a doença é a vacina contra HPV. “Nenhum preservativo protege totalmente do HPV. A vacina é o método mais efetivo, capaz de impedir que o vírus evolua até causar câncer”, afirma. Atualmente, a vacina oferecida gratuitamente é a quadrivalente, que protege contra quatro subtipos do vírus. Na rede privada, existe a nona valente, ainda mais completa.
Quando há evolução para lesões de alto grau, procedimentos cirúrgicos menos invasivos permitem tratar antes que o câncer se instale. O mais utilizado é o LEEP (conização de alta frequência), que remove a lesão e uma pequena parte do colo do útero para análise.
Os exames preventivos devem começar a partir dos 25 anos e se estender até os 60. Lorena alerta ainda para sinais que não devem ser ignorados: “Sangramento durante a relação sexual ou corrimento escuro com odor forte precisam ser investigados”.
Tecnologia e prevenção lado a lado
Seja no câncer de mama ou no de colo do útero, as duas especialistas reforçam que a tecnologia trouxe ganhos importantes para diagnóstico e tratamento, mas que a prevenção continua sendo a arma mais poderosa.
Neste Outubro Rosa, a mensagem é clara: manter hábitos saudáveis, vacinar-se contra o HPV e realizar os exames periódicos são atitudes que podem salvam vidas.
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