Saúde

Proprietário de adega é preso em operação após morte de adolescente por suspeita de intoxicação por metanol

Comerciante acabou preso por ligação elétrica clandestina e armazenamento irregular de fogos de artifício  |  Agência SP/Divulgação

Publicado em 05/01/2026, às 19h38   Agência SP/Divulgação   Cibele Gentil

A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta segunda-feira (5), uma operação em uma adega localizada em Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista. A ação foi motivada pela morte de uma adolescente de 15 anos, ocorrida no último final de semana, após o consumo de bebidas alcoólicas adquiridas no estabelecimento durante as celebrações de Ano Novo. A principal linha de investigação aponta que o produto pode ter sido adulterado com metanol, substância altamente tóxica.

Embora o foco central da diligência fosse a comercialização das bebidas, o proprietário do estabelecimento acabou sendo preso por outras irregularidades. De acordo com a Polícia Civil, os agentes identificaram uma ligação clandestina de energia elétrica, além do armazenamento irregular de 17 caixas de fogos de artifício. Durante a vistoria, diversos frascos de bebidas destiladas e as caixas de fogos foram apreendidos.

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Cenário epidemiológico no estado

Enquanto a causa da morte da adolescente é apurada pelo Instituto Médico Legal (IML), as autoridades de saúde monitoram os casos de intoxicação por metanol em todo o estado de São Paulo. A Secretaria de Saúde informou que outros quatro óbitos recentes estão sob investigação: um homem em Guariba; uma pessoa em São José dos Campos; e duas vítimas na cidade de Cajamar.

Os dados consolidados até o momento revelam que já foram confirmados 51 casos de ingestão por metanol em território paulista, resultando em 11 mortes. O balanço aponta que a capital registra quatro desses óbitos, seguida por Osasco com três mortes, São Bernardo do Campo com duas, e as cidades de Jundiaí e Sorocaba com um registro cada.

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