Saúde

Secretaria Estadual de Saúde condena falha da gestão de Feira de Santana com a saúde

Segundo a pasta, prefeitura de Feira ignora obrigações e coloca saúde pública em risco  |  Divulgação

Publicado em 23/08/2024, às 16h28   Divulgação   Redação Bnews


O superintendente da rede estadual de Saúde, Karlos Figueiredo, se pronunciou sobre críticas recentes feitas pelo prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, ao governo. Segundo a pasta, é lamentável que o prefeito insista em criticar o Governo do Estado ao invés de reconhecer que a administração estadual tem sido a verdadeira salvaguarda da saúde pública na região. A gestão estadual afirma que o município tem falhado de maneira grave ao não cumprir suas obrigações financeiras, deixando os profissionais de saúde sem receber, o que provoca uma verdadeira crise no atendimento médico.

“Essa falta de compromisso e responsabilidade da prefeitura é inadmissível, pois coloca em risco a saúde e a vida dos cidadãos, sendo essa postura já denunciada ao Ministério Público, pois a restrição nos serviços municipais sobrecarrega as estruturas estaduais”, afirma Figueiredo.

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Ainda de acordo com nota da Sesab, "100% dos pacientes que necessitam de internação hospitalar de média e alta complexidade em Feira de Santana são acolhidos pelo Estado, já que o município não dispõe sequer de um hospital municipal para atender sua população".

Figueiredo completa: “Pior: mais de 60% dos casos pediátricos e 85% dos adultos poderiam ser solucionados nos postos de saúde, mas se agravam e vão para as emergências por falta de médicos nos postos”, indica Karlos Figueiredo.

“Temos convicção de que os órgãos de fiscalização e controle estão atentos, pois o município deve colocar a saúde pública em primeiro lugar, ao invés de fugir de suas responsabilidades, enquanto joga a culpa em outros. Ao se deparar com uma situação caótica na saúde municipal, o prefeito faz uma proposta absurda: de que o governo estadual implante uma nova UPA, sendo que a responsabilidade constitucional é dele. O município recebe R$ 115 milhões do SUS e só não recebe mais porque a oferta de serviços é restrita e o número de atendimentos aquém do ideal”, conclui Karlos Figueiredo.

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