Saúde
Publicado em 21/12/2025, às 17h40 Arquivo / Bnews Lucas Pacheco
Casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) possuem tendência de aumento durante o verão devido às altas temperaturas e à desidratação natural. Esse combo, que parece simples, potencializa a possibilidade de coagulação sanguínea.
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O AVC pode ser do tipo hemorrágico, a partir do rompimento de um vaso cerebral, e que corresponde à menor parte dos casos, cerca de 20%, ou isquêmico, ocasionado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso.
Segundo o médico Orlando Maia, em entrevista à Agência Brasil, como a desitratação deixa o sangue mais espesso e mais concentrado, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo.
O médico também chama a atenção para a pressão arterial.
“A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.
Consumo de bebidas alcóolicas
O especialista aponta ainda que durante o verão os cuidados das pessoas com o corpo e a saúde diminuem e há um aumento do consumo de bebida alcoólica, que aumenta a desidratação e pode elevar a possibilidade de arritmia.
De acordo com ele, o tabagismo é outro fator de risco e que pode ser um agravante ainda maior nessas situações.
“A nicotina bloqueia uma proteína do nosso vaso chamado elastina, diminui a elasticidade do vaso, então pode favorecer ao AVC hemorrágico, como também causa um processo inflamatório no vaso em si, favorecendo a aderir as placas de colesterol a longo prazo e o entupimento dos vasos. Então, o tabaco é diretamente proporcional à situação tanto do AVC hemorrágico como do AVC isquêmico”, disse.
Mortes
Em relação aos riscos mais graves, Orlando Maia alerta que o AVC é uma das causas principais de morte e incapacidade em todo o mundo.
“Quando não mata, deixa a pessoa incapaz. Eu digo que é uma doença que não é na pessoa, mas na família, porque pelo menos duas pessoas vão ter que se dedicar a cuidar daquele doente com AVC. Além da mortalidade, ela é uma doença extremamente desabilitadora. A pessoa fica sem andar direito, sem falar direito, sem condições de se alimentar sozinha. É uma doença extremamente crítica. Quando você vê uma pessoa andando com dificuldade é porque ela já teve uma sequela ou consequência de um AVC. Ficou paralisada de um lado ou sem conseguir falar direito, sem enxergar, se pegar a área da visão, porque o cérebro é um grande computador. Vai depender da área afetada pelo problema”, afirmou o médico à Agência Brasil.
Maia aponta ainda a prevenção como principal remédio, já que é uma doença que se pode evitar por meio de hábito de vida saudável, prática de exercício físico regular por pelo menos três vezes na semana, alimentação saudável, controle da pressão arterial, uso correto de medicamentos, não fumar, entre outros comportamentos.
Verão em Salvador
O verão em Salvador exigirá atenção, mas sem indicativos de situações extremas, já que massas de ar quente associadas a sistemas de alta pressão devem elevar a sensação térmica na capital baiana, ainda que, em alguns momentos, o desconforto seja amenizado pela presença de ventos moderados típicos do litoral.
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