"Os municípios precisam fazer a parte deles também", diz Secretária da Saúde sobre o sistema de regulação do estado

Secretária Roberta Santana destacou ações do governo na regulação  |  Reprodução / Youtube

Publicado em 16/07/2024, às 11h10   Reprodução / Youtube   Lucas Pacheco

A Secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, afirmou na manhã desta terça-feira (16) que os município precisam fazer a parte deles para que seja possível resolver o problema da regulação em todo o estado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metrópole. 

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"A regulação, o que a gente faz hoje é melhorar a eficiência do processo regulatório. Que é regular o paciente no tempo mais rápido possível. É isso o que a gente vai fazendo. Bom, aguns fatores eu controlo, de entrada. Claro, se eu tiver uma atenção primária fortalecida e aí você fala: ah, Roberta, tá dizendo que os prefeitos não fazem? Não. A gente também tem feito. O governador Jerônimo, a gente dividiu duas ações concentradas pra regulação: um é o que a gente chama das ações indiretas, que a médio e longo prazo vão interferir na regulação, que são, por exemplo, as feiras de saúde que nós fazemos. Foram mais de 629 mil atendimentos, que a gente leva serviços de preventivo, de ultrassom, exame diagnóstico, mamografia, saúde bulcal, tudo isso é ofertado. Já atuamos em 74 municípios, no interior do estado, e aqui em Salvador foram mais de 141 mil atendimentos. Bom, de que forma isso ajuda? Trabalhando a prevenção. Eu dou acesso aos pacientes, exames laboratoriais pra controle dos seus exames e a gente poder monitorar os pacientes. O que a gente fez também com os municípios? A gente forneceu mais de 15 mil equipamentos para unidades básicas de saúde e hospitais municipais. Então também é uma forma de trabalhar isso. Isso é na ação indireta. Foram mais de 164 mil mamografias realizadas, enfim. A gente tem um trabalho estruturado de apoio aos municípios. Mas sem deixar de colocar aqui que os municípios precisam, sobretudo, fazer a parte deles também", afirmou a Secretária.

Ainda segundo Roberta Santana, o número de pacientes que precisam de regulação aumenta muito em determinados momentos. 

"Numa ação direta, na regulação, que eu acho que é um pouco do reflexo que vocês tão sentindo, eu queria dar dois dados aqui. Nós aumentamos, de 2023 pra 2024, 14% as demandas de solicitação na regulação. Bom, o que é que a gente deu de resposta imediata? Nós regulamos 20% a mais que o ano passado. Então, nós conseguimos atender essa demanda que entrou na regulação maior. Mas tem um ponto de alerta. Veja, o ano passado todo, durante 2023, nós tivemos 38 dias na regulação que entraram mais de mil solicitações de regulação na tela. Tô falando dia. Mil solicitações. Esse ano, apenas no primeiro semestre, nós já tivemos 92 dias com mais de mil solicitações na tela. Bom, Roberta, o que pode ser isso? Tivemos um reflexo da dengue, isso é claro. No cenário epidemiológico a gente identifica. Síndromes Respiratórias Agudas. Então, a gente também teve uma incidência muito grande (...). Bom, abrimos mais de 2.900 leitos, contratualizamos serviços. Então, assim, Hospital Ortopédico tá aí. Já foram mais de 20 mil atendimentos. Eu tô falando de 4 meses. Mais 1.500 cirurgias", destacou. 

A Secretária reforçou a necessidade de os municípios fazerem sua parte no atendimento da atenção primária. 

"Precisa se fazer um trabalho prévio também na ateção primária. Isso não é conversa. Eu fiz uma análise pra apresentar ao governador amanhã, e o que é que a gente mostra lá? Nos municípios, nas regiões de saúde, que a atenção primária ela é abaixo de 90%, o número de internamentos é maior e o número de pacientes na tela da regulação também é maior. É uma correlação direta. Então, a gente não tá aqui transferindo responsabilidade. A gente tá dizendo o seguinte: Vem município gerir com a gente. A gente não vai vencer sozinho se a gente não fizer um pacto conjunto município, estado e governo federal. Então, a gente tem trabalhado dia e noite, não tem sossego".

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