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Publicado em 07/09/2026, às 13h47 Ilustrativa Tiago Di Araújo
O preço para usar serviços digitais como WhatsApp e Netflix entrou na mira das autoridades da África do Sul. O órgão responsável pela regulação das comunicações no país pretende abrir uma investigação para analisar quanto os consumidores pagam por plataformas de comunicação e entretenimento digital.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (7/9) pelo jornal sul-africano Business Day, que citou um anúncio da Autoridade Independente de Comunicações da África do Sul.
A apuração deverá se concentrar nos chamados serviços over-the-top (OTT), categoria que inclui plataformas que oferecem comunicação, conteúdo e outros serviços pela internet sem depender diretamente das redes tradicionais de telecomunicações.
Além das plataformas digitais, o órgão regulador pretende realizar uma segunda investigação voltada aos preços dos serviços de telecomunicações no país.
A apuração poderá atingir grandes empresas que atuam no mercado sul-africano, entre elas MTN Group, Vodacom Group, Telkom e Cell C.
Segundo o Business Day, as tarifas de telecomunicações cobradas na África do Sul estão entre as mais elevadas do mundo. A nova análise deverá considerar estudos anteriores realizados pelo próprio órgão regulador sobre os preços dos serviços de dados.
Também serão avaliados os efeitos das medidas adotadas para ampliar a concorrência no setor, incluindo a distribuição de espectro destinado à expansão da internet de alta velocidade.
A iniciativa ocorre após o ministro das Comunicações da África do Sul buscar especialistas para identificar políticas e medidas capazes de diminuir os valores cobrados dos consumidores.
A expectativa é que as investigações forneçam informações sobre a formação dos preços e sobre o nível de concorrência existente nos mercados de telecomunicações e serviços digitais.
A Autoridade Independente de Comunicações da África do Sul também deverá levar em consideração o monitoramento realizado depois da alocação de espectro para internet de alta velocidade.
Procurada pelo Business Day, uma porta-voz do órgão regulador não atendeu à ligação feita fora do horário comercial para comentar a investigação.