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Ativista critica presença de turistas israelenses em Morro de São Paulo: “Apagamento da cultura baiana”

Ativista brasileira Lisi Proença criticou situação tensa que viveu em Morro de São Paulo  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 13/02/2026, às 12h44   Reprodução / Redes Sociais   Vagner Ferreira

A ativista brasileira Lisi Proença compartilhou nas redes sociais, na última quinta-feira (12), o relato de uma situação tensa que viveu em Morro de São Paulo, localizado no município de Cairu. Em um vídeo publicado, ela descreveu como sua visita ao destino turístico terminou em confusão. “Eu não imaginava que minha visita a Morro de São Paulo ia acabar na delegacia”, afirmou.

Lisi contou que estava visitando a primeira praia e percebeu a presença de muitos turistas israelenses na região. Ao seguir para a segunda praia, ela notou cardápios e sinalizações em hebraico, o que a fez sentir que a atmosfera estava se tornando estranha. “As pessoas começaram a nos seguir e olhar com uma expressão de desconfiança”, relatou. 

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Segundo a ativista, foi nesse momento que ela começou a ser seguida e filmada por algumas pessoas no local. Para revidar, Lisi também passou a filmar a movimentação ao seu redor. “As pessoas começaram a nos seguir e a olhar com uma expressão de ‘o que vocês estão fazendo aqui?’ enquanto nos filmavam. Então, eu comecei a filmar de volta”, disse.

“Tentei não dar atenção para essa galera, pois minha intenção era entender o que estava acontecendo em Morro. Eles vêm para cá passar férias depois de separar famílias, matar milhares de pessoas, destruir cidades e cometer atrocidades, como violência sexual contra mulheres, homens e crianças. E, em troca, a gente os recebe com festa e cardápios em hebraico. Deixam lixo na praia, apagando a cultura baiana da beira da praia. Além disso, há um comportamento hostil, como se fossem donos do mundo”, criticou.

Durante o episódio, ela afirmou que um homem teria roubado sua bandeira palestina, passando o objeto a outro indivíduo, que se recusou a devolvê-lo. A ativista relatou que, após o furto, procurou a Polícia Militar para registrar a ocorrência, mas descobriu que a delegacia estava fechada e não conseguiu formalizar a denúncia.

Veja o vídeo:

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