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Gol, Latam e Azul investigam Decolar após suspeita de fraude; saiba detalhes

Companhias aéreas Gol, Latam e Azul estão investigando a Decolar  |  Divulgação // dECOLAR

Publicado em 19/03/2025, às 10h56 - Atualizado em 20/03/2025, às 16h50   Divulgação // dECOLAR   Rafael Albuquerque

As companhias aéreas Gol, Latam e Azul estão investigando a Decolar, marca da holding Despegar, após tomarem conhecimento de uma fraude na comercialização de passagens aéreas, informa publicação do Valor Econômico.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a irregularidade envolve o uso indevido da chamada “tarifa operador”, um desconto aplicado em bilhetes vendidos dentro de pacotes turísticos. No entanto, a Decolar teria utilizado essa tarifa em passagens individuais, cobrando dos consumidores o preço cheio e absorvendo a diferença. Deste modo, segundo a matéria, a empresa terua inflado artificialmente seus lucros.

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A política busca entender a dimensão do esquema e avaliar se houve impacto nas parcerias entre as companhias aéreas e a agência de viagens online. Procurada pelo Valor, a Despegar afirmou que mantém um bom relacionamento com suas parceiras e que a auditoria interna já identificou as irregularidades.

A Despegar reconheceu a falha e afirmou que sua auditoria interna encontrou 51 reservas irregulares em um universo de 9,7 milhões de passagens comercializadas anualmente. Fontes do setor, porém, consideram que esse número pode ser subestimado e pressionam por mais transparência na investigação.

Companhias aéreas exigem mais detalhes da auditoria

As companhias aéreas envolvidas querem acesso detalhado à auditoria interna da empresa. Segundo fontes do setor, a exigência não se limita ao resultado final da apuração, mas inclui também os indicadores e metodologias utilizadas para identificar a fraude.

A análise preliminar realizada pelas aéreas apontou uma discrepância significativa nos preços praticados pela Decolar. Em média, os bilhetes comercializados pela empresa eram 15% mais baratos do que os valores oferecidos por concorrentes para os mesmos destinos, considerando fatores como prazo de compra, período de permanência e horário do voo. Esse descompasso reforçou as suspeitas de que a fraude pode ter sido mais abrangente do que a empresa admite.

Se necessário, as companhias aéreas podem exigir uma auditoria externa independente para avaliar o impacto total do esquema. Dependendo do resultado, a parceria entre as empresas pode ser revista, e a concessão da tarifa operador pode ser suspensa.

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