Política

Tensão domina prefeitura, mas João Henrique diz estar tranquilo

Publicado em 25/03/2011, às 13h35   Jota Júnior



O julgamento do recurso contra a rejeição das contas de 2009 da Prefeitura de Salvador no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que ainda não foi marcada, vem provocando tensão nos corredores do Palácio Thomé de Souza. Parte dos correligionários do prefeito João Henrique (PP) dizem acreditar que a decisão será mantida, levando os procuradores do Município a uma nova derrota jurídica. Entretanto, os principais conselheiros políticos do prefeito disseram que não há motivos para preocupação. O resfriamento, ao que parece, surtiu efeito nos ânimos de João, que já vê possibilidade de sair da sinuca de bico que pode levá-lo a se tornar inelegível.

De acordo com fontes da cúpula da prefeitura, ainda não dá para se falar em derrota na votação do recurso contra a rejeição pelos sete conselheiros do TCM, embora o relator, Plínio Carneiro Filho, já tenha sinalizado que não vai mudar seu parecer. “Mas há emissários conversando com outros integrantes do tribunal para que revejam a decisão. Caso isso não ocorra, existem muitas outras formas de mudar o cenário”, garante um dos principais interlocutores de João Henrique.

A principal delas está na articulação política com os vereadores, já que a rejeição, para se tornar efetiva, tem que ser ratificada por dois terços da Câmara, o que equivale a 27 votos contrários. Os emissários do prefeito na Casa atuam intensamente para fortalecer a base governista, embora saibam que, para isso, muitos interesses terão que ser atendidos. Mesmo se João Henrique perder em plenário, uma banca de advogados em Brasília vai atuar para derrubar a decisão em segunda instância.

Enquanto aguarda o julgamento, o conselho dos principais aliados ao prefeito é o de que ele continue cuidando da administração, na tentativa de reverter a impopularidade que recai sob sua gestão e que foram medidas por seguidas pesquisas do Instituto Datafolha. Avaliam que, com melhorias em serviços públicos e na área de finanças, João Henrique ganharia apoio popular e musculatura na Câmara, que ainda está dividida, sobretudo nas bancadas que reúnem os independentes.   

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