
As contas do prefeito de Salvador João Henrique (PP) devem ser apreciadas no plenário do Tribunal de Contas dos Municípios na terça (5) ou quarta-feira (6). O prazo foi estendido após o pedido de vistas do ex-presidente do tribunal, conselheiro Francisco Netto , solicitado durante o julgamento do último dia 15.
Segundo informações de pessoas que trabalham no tribunal, o prefeito enviou uma dúzia de caixas contendo documentos que explicariam as irregularidades encontradas pelos técnicos que trabalharam junto com o conselheiro-relator Plínio Carneiro Filho.
As mesmas fontes garantem que o pedido de vistas foi mais uma forma de dar ao prefeito um prazo para esgotar as possibilidades de defesa. De acordo com elas, as justificativas não suplantaram as acusações. “Mas o prefeito não vai poder reclamar de falta de oportunidade”
Nesta linha, todas as pessoas entrevistadas pela reportagem do Bocão News foram unânimes ao afirmar que é improvável que o parecer pela rejeição seja revertido. Isto quer dizer que o foco do prefeito e seus novos aliados deve mesmo ficar na Câmara de Vereadores.
Antes de partir para a barganha política com os vereadores, João tentou, agora sim, o último recurso no tribunal. Em entrevista ao apresentador Zé Eduardo, no Programa do Bocão, na manhã desta terça-feira (29), o presidente do TCM, Paulo Maracajá revelou que o prefeito, e os secretários da Casa Civil, João Leão, e da Fazenda, Joaquim Menezes o procuraram para solicitar que o mesmo intercedesse em favor do chefe do Executivo.
A medida, ao que parece, foi em vão. Primeiro porque o presidente do TCM só vota se houver impasse, algo que não deve acontecer de acordo com os prognósticos de quem trabalha por lá. Segundo, como o próprio Maracajá afirmou durante a entrevista a rejeição, em percentual, das contas do prefeito “é próxima de 90%”.
Confirmada a tendência, de reprovação no TCM, restará ao prefeito recorrer aos vereadores. Não há ainda previsão de quando o parecer vai chegar por lá. O que sabe é que serão necessários 27 votos contrários à recomendação do tribunal. Sendo que nestes casos o voto é secreto, o que deve dificultar a vida de João ainda mais.
Para Maracajá, que já foi vereador, “é politicamente difícil que a Câmara de Vereadores aprove as contas do prefeito João Henrique”, disse.
Foto1: Edson Ruiz // Bocão News
Foto2: Notícias da Bahia
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