Acidente

Boa Viagem reforça que atropelamento do cobrador foi uma fatalidade

Publicado em 06/05/2015, às 10h58   Tiago Di Araujo (twitter: @tiagodiaraujo)



A terça-feira (5) era para ser um dia normal para o cobrador da empresa de transportes Boa Viagem, Alberto Ferreira Alves, como qualquer outro da sua rotina. E estava sendo até a sua saída do trabalho, por volta das 21h30, quando deixou a garagem com o objetivo de retornar para sua casa como fazia todos os dias. Porém, a sua noite terminou de forma trágica. 
Enquanto aguardava na porta da empresa, na avenida Suburbana, o transporte que te levaria para casa e de fato encerraria o seu turno de trabalho, uma operação de praxe realizada por um manobrista da própria firma terminou em um atropelamento fatal. Alberto foi surpreendido por um ônibus que "dava" ré e atropelado, morrendo na hora
Assim como o sindicato da categoria, a empresa também classificou a morte do cobrador como uma "fatalidade". Em conversa com a reportagem do Bocão News na manhã desta quarta-feira (6), o gerente Rafael Melo, confessou não ter explicações para o ocorrido. "Não temos nem como afirmar nada. Foi realmente uma fatalidade o que aconteceu", disse ao livrar o manobrista de qualquer culpa. "Não dava para ver o fundo do ônibus. Acredito que possa ter sido falta de atenção também do cobrador".  
Enquanto uns dizem que o manobrista estava com fones de ouvido e outros dizem que o cobrador que se distraía com o equipamento de som, ainda nenhuma versão foi comprovada como real. Alguns colegas que estavam na empresa nesta manhã mal quiseram falar, mas afirmaram que Alberto passou de repente por trás do veículo para atravessar a pista. 
De acordo com a empresa, as filmagens das câmeras que gravam a movimentação no local do acidente, ainda não foram solicitadas pela Polícia, mas estão à disposição caso seja necessário. 
Alberto, que tinha 46 anos, trabalhava na empresa desde fevereiro de 2014 e com o ônibus 30073 "fazia" a linha Alto de Coutos x Pituba todas as tardes. Já o manobrista, que não teve a identidade revelada, tinha cerca de dez meses como contratado, vindo da empresa Barramar. 
Melo ainda afirmou que a Boa Viagem está à disposição para esclarecer o caso e prestando todo apoio aos familiares da vítima, assim como os custos com o sepultamento, que ainda agurada a liberação do corpo para que possa ser realizado. Segundo o gerente, o ônibus do acidente não tinha nenhuma irregularidade e já foi liberado pela perícia para operar. 

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