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Auxilio emergencial e negacionismo 

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Publicado em 01/05/2021, às 12h00        Diego Aragão

A população mais pobre sempre sofre nas gestões em que os governantes não priorizam os interesses do seu povo. Infelizmente, nesta pandemia, parece que a política que nega a ciência do governo federal e dos seus aliados pode chegar em outros estados e cidades da nossa federação, sobretudo com a volta precoce das aulas e abertura sem controle  do comércio neste período de aumento de casos e mortes por coronavirus.

O governo federal, em 2021, deixou milhares de pessoas passando fome por não iniciar o pagamento do auxílio emergencial em janeiro, mostrando mais uma vez que o povo nunca foi e nunca será priorizado nessa gestão. A falta de pagamento do auxílio emergencial ocasiona a ida de pessoas às ruas para conseguir suprir as necessidades mínimas, gerando aglomeração e, consequentemente, aumento de contaminados e mortes.

Infelizmente estamos em um período em que mais de 3 mil pessoas estão morrendo por dia, sem perspectiva de melhoras, mas o presidente e seus aliados continuam com as políticas negacionistas e, recentemente, aprovaram na Câmara dos deputados a educação como atividade essencial, visando provocar a volta das aulas presenciais.

Qual o objetivo desses negacionistas em aprovar, justamente no momento em que mais pessoas estão morrendo, a volta às aulas nas redes públicas de ensino, cuja estrutura, sabemos, é, em grande parte, precária e, na maior dos lugares em que as aulas presenciais voltaram, o número de casos e mortes voltou a subir bastante (a exemplo do Estado de São Paulo)?

Depois de muita luta e apoio de parte dos parlamentares, nos próximos dias, o auxílio emergencial será pago, com a maioria dos beneficiários recebendo R$ 150,00 ou R$ 250,00 em um país no qual o gás de cozinha está custando quase R$ 100,00!

Isso mostra, mais uma vez, que o governo federal não quer priorizar a saúde da nossa população mais pobre e sofrida, pois está deixando os que mais precisam sem o mínimo para se manter neste triste período que o Brasil está passando. Além disso, atualmente, nosso país é aquele no qual mais pessoas estão morrendo por causa da Covid-19.
Precisamos de representantes que priorizem os interesses e as necessidades da nossa população mais sofrida para, neste período de pandemia, voltar a pagar o auxílio emergencial no valor de 600,00, que ajudou muita gente e conseguiu evitar o grande número de pessoas nas ruas.

Em 2020, ficou evidente que o auxílio conseguiu conter as pessoas em casa e diminuir o número de contaminados. Porém, na contramão disso, os aliados do governo federal querem a volta as aulas, aglomerando crianças e jovens, sem a estrutura de prevenção adequada e abertura sem controle do comércio.

O genocídio no Brasil está sendo organizado e apoiado por muitos; precisamos parar essa política negacionista  do governo  federal e salvar o Brasil dessa triste crise sanitária.

Diego Aragão é Bacharel em Humanidades, estudante de Direito- UFBA, diretor da AEBIHD e presidente da Dr. Cosme 

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