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Sem salva-vidas, banhistas se arriscam em praias perigosas de Salvador: assista

Na praia de Buracão, no bairro do Rio Vermelho, não existem salva-vidas nem sinalização de perigo

Publicado em 28/01/2017, às 18h24    Gilberto Júnior / Bocão News    Diego Vieira

Com o aumento da temperatura no verão, se refrescar com um banho de mar é uma ótima opção. No entanto, apesar das belezas que a orla marítima de Salvador proporcionam, é necessário ficar atento aos perigos do mar. Com as praias cheias no verão, aumentam o risco de afogamento. São quase 50 quilômetros de praias e em muitas delas é necessário redobrar a atenção ao entrar no mar.
Pensando nisso, a Blitz Bocão News percorreu algumas praias da capital baiana para saber se há salva-vidas suficiente para atender a grande demanda da alta estação. Na praia de Buracão, no bairro do Rio Vermelho, por exemplo, não existem salva-vidas nem sinalização de perigo.
"Venho para praia de Buracão apenas por uma questão da facilidade de logística, mas em termos de segurança, eu nunca vi salva-vidas aqui. Quando trago meu filho, não deixo ele entrar no mar, porque é bastante perioso", declarou a engeneira Jô Sidrim, frequentadora da praia.
Conforme banhistas e vendedores ambulantes, os próprios trabalhadores do local são responsáveis por realizar o resgate em casos de afogamentos." Na verdade quem faz o serviço de salvamento são os garçons da minha barraca. Muitas vezes deixamos de atender os clientes para salvar vidas", revelou Hugo Santana que trabalha na praia do Buracão e diz já ter presenciado vários afogamentos.
Hugo Silva, vendedor ambulante da praia do Buração já salvou muitas vidas
O mar da praia de Buracão é considerado perigoso porque a corrente marítima é mais intensa. Além disso, o formato redondo da praia forma buracos dentro do mar e a correnteza acaba arrastando os banhistas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas este ano, sete pessoas morreram em Salvador, vítimas de afogamento.
O mar de Buracão é considerado perigoso por causa do formato redondo da praia
Os salva-vidas e os guarda-vidas sem dividem em dois trechos da orla marítima. De Jardim de Alah à praia de Ipitanga, trecho de responsabilidade do Salvamar, mais de 100 profissionais garantem a segurança dos banhistas. Já de Amaralina à Cidade Baixa, sob responsabilidade do Corpo de Bombeiros, 60 guarda-vidas estão a postos.
No entanto, de acordo com capitão Luciano Alves, o número é insuficiente para a orla de Salvador. "Existe um déficit geral dentro do Corpo de Bombeiros, inclusive os salva-vidas. É necessário que toda praia tenha guarda-vidas, mas tem locais que não recebe uma grande demanda de público, por isso, otimizamos os nossos recursos de acordo com o número de banhistas", disse. 

 Capitão Luciano Alves, coordenador do Núcleo de Mergulho do Corpo de Bombeiros
Para curtir uma praia tranquila e com segurança, basta seguir algumas recomendações. "Procure uma praia que tenha salva-vidas, ele é o único que pode orientar o melhor local para a prática do banho. Não faça uso de bebida alcoólica e não deixe água do mar ultrapassar a linha da cintura", orientou o instrutor de treinamento do Salvamar Rui Silva.
Rui Silva, instrutor de treinamento do Salvamar
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Publicada originalmente em 28/01 às 12h24

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