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Exportação de carne bovina para China é suspensa após Agricultura confirmar caso de "vaca louca" em frigorífico de BH

Arquivo/Agência Brasil/Ascom ADEPARÁ

Como a Organização Mundial de Saúde Animal exclui a ocorrência de casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco de um País, o Brasil mantém sua classificação como nação de risco insignificante para a doença

Publicado em 04/09/2021, às 13h15    Arquivo/Agência Brasil/Ascom ADEPARÁ    Redação BNews

As exportações de carne bovina entre Brasil e China estão temporariamente suspensas após o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmar, neste sábado (4), a ocorrência de um caso do mal da vaca louca em um frigorífico de Belo Horizonte.

“A medida, que passa a valer a partir deste sábado (4), se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos”, explicou a pasta por meio de nota.

De acordo com informações do portal G1, o ministério também disse que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) foi notificada oficialmente após a confirmação. Além da situação na capital do estado de Minas Gerais, a pasta também confirmou um outro caso em Nova Canãa do Norte, em Mato Grosso.

Ambos casos foram detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada.

“Estes são o quarto e quinto casos de EEB [Encefalopatia Espongiforme Bovina] atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. O Brasil nunca registrou a ocorrência de caso de EEB clássica”, acrescentou o ministério.

Também segundo a publicação, a EEB atípica ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados, por exemplo. 

A Agricultura garante que todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá. 

"Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, concluiu. Como a OIE exclui a ocorrência de casos de EEB atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco de um País, o Brasil mantém sua classificação como nação de risco insignificante para a doença.

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