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Agronegócio de 2025 sob pressão: Juros altos e crises impactam o setor

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Fatores socioeconômicos devem impactar no desenvolvimento do setor  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 13/02/2025, às 10h12   Publicado por Vagner Ferreira



O agronegócio de 2025 enfrentará uma série de desafios devido a possíveis movimentações econômicas. Segundo o portal Globo Rural, a alta da Selic pode retardar a recuperação do setor, refletindo na safra 2024/25. Fatores como mudanças climáticas, flutuação cambial e as decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também estão entre as questões que podem impactar o desenvolvimento do setor.

Um reflexo imediato já pode ser observado no crédito rural, que continua de difícil acesso para os agricultores. O endividamento é alto, com R$ 744,1 bilhões em dívidas, representando um aumento de 13,2% em outubro de 2024, conforme boletim do Banco Central (BC). Apesar de uma boa colheita, o mercado financeiro ainda não favorece o setor.

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O Banco do Brasil registrou um aumento de quase 80% no crédito rural entre dezembro de 2023 e setembro de 2024, totalizando R$ 38,1 bilhões. No entanto, analistas alertam que quanto maior o custo do crédito, maior a inadimplência. Os juros livres estavam em 14,3% em novembro de 2024, segundo o BC.

“Este será um ano positivo em termos de produção, mas o setor enfrentará dificuldades no acesso ao crédito”, disse o economista e analista de commodities, Francisco Faria.

Para 2025, a balança comercial está em reversão. A soja perdeu peso no Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a colheita de oleaginosas tem boas perspectivas e a carne bovina pode sofrer retração. O mercado financeiro pode hesitar em realizar investimentos, dependendo da queda dos juros e da retomada das margens de lucro.

“Os produtores terão bom retorno, mas os mais alavancados terão mais dificuldade. A taxa de juros é muito punitiva e absorve parte desse retorno adicional”, observou Roberto França, diretor de Agronegócios do Bradesco. “Serão necessárias duas ou três safras como a deste ano para sair da atual situação”, acrescentou.

Para o Itaú BBA, a Selic pode alcançar 15,75% em 2025, elevando os custos de produção. “O choque de juros foi grande em apenas um ano para uma atividade que exige capital intensivo”, afirmou Gustavo Freitas, diretor-executivo de Negócios do Sicredi.

A previsão é que o PIB da agropecuária fique entre 3% e 5,5%, com o Valor Bruto da Produção (VBP) alcançando R$ 1,4 trilhão em 2025. As medidas de Trump podem também aumentar os custos de produção no campo.

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