BNews Agro
por Vagner Ferreira
Publicado em 09/12/2025, às 13h05
O agronegócio brasileiro foi um setor muito importante para manter a melhora nos índices econômicos do país em 2025, conforme aponta levantamento apresentado nesta terça-feira (9) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Entretanto, de acordo com o jornal O Globo, o ramo pode enfrentar desafios em 2026, com instabilidade internas e pressões externas.
A estimativa é de que a inflação termine 2025 em 4,4%, com forte influência da redução no preço dos alimentos. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio avançou, neste ano, em 9,6%, projetado em R$ 3,13 trilhões. Para o próximo ano, o índice deve ser de apenas 1%.
Um dos maiores desafios será a taxa Selic a 15% e risco de descumprimento das metas, e assim, o governo deve recorrer a novos meios para equilibrar os custos do setor. A categoria está preocupada com a inadimplência histórica no crédito rural, visto que em outubro deste ano, foi registrado o maior nível desde 2011.
Dentre os fatores que podem ter chegado a esse percentual, estão: problemas climáticos, altos custos, queda de preços das commodities, juros elevados, retração bancária e ausência de uma gestão de crise. A produção pecuária deve ter queda também, com recuo de 4,5% no volume da carne bovina.
A CNA prevê um 2026 marcado por fortes tensões no comércio internacional. Nos Estados Unidos, tarifas extras de 40% podem causar perdas de até US$ 2,7 bilhões ao agronegócio brasileiro. Na União Europeia, o avanço do acordo Mercosul-UE vem acompanhado do risco de novas salvaguardas contra produtos agrícolas do bloco sul-americano. Já a Lei Antidesmatamento Europeia (EUDR) teve sua aplicação adiada para dezembro de 2026, no caso dos grandes operadores, e para junho de 2027, para pequenas empresas.
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