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Agropecuária é um dos setores com maior investimento pela Lei do Combustível do Futuro

A agropecuária é um dos setores que mais possui influência da nova Lei do Combustível do Futuro - Divulgação / Freepik
Lei tem como proposta acelerar uso de combustível renovável na matriz energética brasileira  |   Bnews - Divulgação A agropecuária é um dos setores que mais possui influência da nova Lei do Combustível do Futuro - Divulgação / Freepik

Publicado em 15/10/2024, às 07h51 - Atualizado às 08h10   Publicado por Vagner Ferreira



A agropecuária é um dos setores que mais possui influência da nova Lei do Combustível do Futuro, sancionada pelo presidente Lula na última terça-feira (8). A proposta é de que o país comece a acelerar o uso de produto renovável na matriz energética brasileira, com maiores investimentos no etanol, biodiesel, diesel verde, biogás, biometano e do Combustível Sustentável de Aviação (SAF).

De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, o Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE), com normalização e fiscalização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e demais agências, criará metas para a redução de emissões de gases do efeito estufa nos combustíveis.

Considerando o percentual do hidrato em 24% em todo o país, o analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, Lucas Brunetti, acredita que haverá uma evolução de 2,5% ao ano no consumo do ciclo Otto no Brasil - tal ciclo representa o funcionamento de motores de combustão interna.

Segundo ele informou à reportagem da Folha, o consumo total de etanol deverá ter um acréscimo de 9,5 bilhões de etanol anidro em 2037, com 4,9 bilhões advindo de misturas. 

E ainda, com a mistura de 25% no biodiesel até 2037, a previsão é de 13,9 bilhões de litros, visto que há uma estimativa de aumento em 1% ao ano na mistura do biodiesel ao diesel, até chegar a 20% em 2030.

O analista também prevê alta no consumo de biodiesel em 13,9 bilhões de litros. Já o óleo de soja teria um aumento de 9 milhões de toneladas, chegando a 15 milhões, em 2037. 

A meta de redução da intensidade de carbono começaria com 1%, em 2027, e vai até 10%, em 2037. Já a queda de emissões no uso de biometano inicia em 1%, em 2026, e o patamar máximo é de 10%, sendo necessários projetos em usinas sucroalcooleiras equivalentes a aproximadamente 410 milhões de toneladas de cana moída por ano.

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