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Alerta aceso: Cigarrinha-do-milho gera prejuízo de US$ 25,8 bilhões e coloca agronegócio baiano em estado de atenção

Charles Oliveira/Embrapa
As perdas na produção de milho variam entre 16,7% e 28,9%, afetando diretamente a economia dos agricultores brasileiros  |   Bnews - Divulgação Charles Oliveira/Embrapa
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 12/04/2026, às 17h23



A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), principal praga da produção, tem provocado prejuízos bilionários à na Bahia e no Brasil. Somente entre 2020 e 2024, o Brasil perdeu uma média de 22,7% de sua safra de milho anual devido a essas doenças, gerando um prejuízo de cerca de 6,5 bilhões de dólares anuais.

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Somando as quatro safras avaliadas, o montante acumulado de perdas chegou a 25,8 bilhões de dólares, já que cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.

O estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa que chegou a esses números utilizou dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) referentes às séries históricas de produtividade, produção de grãos e área plantada de milho desde 1976 e estimadas as perdas econômicas associadas aos enfezamentos nas principais regiões produtoras do grão no Brasil.

As conclusões foram publicadas na revista internacional Crop Protection e detalham como os enfezamentos e a cigarrinha-do-milho passaram de um problema secundário para o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas. 

Na primeira safra analisada (2020/2021), o impacto foi maior – 28,9% de perda na produção. Na safra 2023/2024, a perda foi menor, chegando a 16,7%. Por outro lado, o gasto com aplicação de inseticidas para controle da cigarrinha subiu 19% nessas quatro safras, superando nove dólares por hectare, aumentando e muito o custo da produção para o agricultor.

"Os resultados indicam que os enfezamentos do milho levaram a uma perda média de 31,8 milhões de toneladas por ano", aponta Charles Oliveira, pesquisador da Embrapa Cerrados e autor do estudo. 

Hoje, os dois tipos de enfezamentos, o pálido (Spiroplasma kunkelii) e o vermelho (“Candidatus” Phytoplasma asteris), são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho.

Segundo o estudo, o problema se torna mais grave porque não há tratamento preventivo para essas doenças. E elas podem ocasionar a perda total, principalmente de lavouras cultivadas com híbridos suscetíveis.

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