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Arraíá BNews: Licores produzidos pela agricultura familiar fazem sucesso no São João; conheça-os

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Os festejos juninos aumentam a produção e a venda dos licores da agricultura familiar da Bahia  |   Bnews - Divulgação Divulgação


São João batendo na porta e os licores são uma tradição a parte, principalmente no interior do estado. Entre eles, os licores Aromas da Caatinga, da Cooperativa Agropecuária Familiar de Massaroca e Região (Coofama), produzidos por mulheres da comunidade Curral Novo e Jacaré, em Juazeiro, chamam a atenção pelos sabores de umbu e tamarindo, frutas que são cultivadas de forma sustentável.

“Há mais de uma década, nossa produção tem crescido anualmente. Em 2024, estamos operando até aos domingos na unidade de beneficiamento de frutas para atender à demanda. Vendemos licores o ano todo, mas durante o São João, as vendas disparam”, celebra a agricultora Clarice Evangelista.

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Essa produção é resultado de uma unidade de beneficiamento de frutas criada pelo projeto Pró-Semiárido, implementado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR)- uma empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Já no sul da Bahia, o que faz sucesso é o licor de mel de cacau, produzido pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (COOPFESBA), com a marca Bahia Cacau. “Produzimos licores de pimenta, jenipapo, maracujá, gengibre, mas o licor de mel de cacau é o mais procurado. As vendas ocorrem o ano inteiro, mas esperamos um aumento de 50% durante o São João”, projeta o presidente da Coorperativa, Osaná Crisóstomo.

Em Monte Santo, os licores Monte Sabores, da Associação Comunitária dos Agricultores Familiares de Tapera são conhecidos pela diversidade. Há sabores como umbu, maracujá, maracujá-da-caatinga, jabuticaba, abacaxi e licuri. “Nosso diferencial é usar frutas nativas da região, o que nos deixa muito felizes em vender esses licores pela Bahia”, explica a agricultora Maria Cleonice dos Santos.

Ainda em destaque, a Casa do Licor Formoso- Sítio Santa Rita é tradição em Bom Jesus da Lapa. Lá, a Associação das Mulheres Campesinas de Serra do Ramalho e Região são responsáveis pela produção liderada pela agricultora Rita Teixeira, “Nossos licores são sem conservantes, de produção própria, e ainda faço capas e caixas para eles com fibra de bananeira”, contou a agricultora, que fez questão, ainda, de ressaltar sabores diferenciados como: banana, pimenta, hibisco e rapadura.

Todos esses licores produzidos pelas Cooperativas espalhadas pela Bahia são comercializados na capital baiana, no Empório da Agricultura Familiar, no Mercado do Rio Vermelho, em Salvador.

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