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Assocafé descarta queda no preço do café para o consumidor: "Não há perspectiva de redução"

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente da Assocafé destaca que o preço atual do café será o novo padrão, sem perspectivas de queda para o consumidor  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Anderson Ramos e Yuri Pastori

por Anderson Ramos e Yuri Pastori

redacao@bnews.com.br

Publicado em 27/04/2026, às 11h09 - Atualizado às 11h18



O presidente da Associação dos Produtores de Café (Assocafé), João Lopes Araújo, disse, em entrevista ao BNEWS, nesta segunda-feira (27), na apresentação oficial da Bahia Farm Show 2026, na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, que o preço do café para consumidor não deve baixar e que o valor atual deve ser o novo patamar.

“Quando o produtor está satisfeito, o consumidor não está. Nós tivemos uma fase longa de preço baixo para o consumidor, mas o produtor não sobrevivia com aquele preço, não dava para ele fazer adubação, estratos culturais [...] Infelizmente, isso vai durar, não tem perspectiva de mudança, de redução desse preço", afirmou.

"Com a chegada da safra, pode haver alguma redução no preço, mas será momentaneamente enquanto entra a safra. Para o futuro, para longo prazo, eu acho que o consumidor vai ter que se acostumar a pagar um pouquinho mais”, reiterou.

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Araújo comentou os desafios do mercado no estado da Bahia. "A Bahia está ficando há muitos anos no quarto lugar no Brasil e não tem tido possibilidade de aumentar a produção por falta de chuva.Nós temos 102 municípios  no semiárido que produz café e desses 102, muitos não conseguem produzir. Não tem água no subsolo para irrigar, não tem rio e a chuva não tem sido regular ou não tem sido suficiente", revelou.

"A longo prazo, a gente tem que fazer um trabalho de barrar a água que cai da chuva para irrigar. Isso é um trabalho que vai custar tempo e dinheiro, mas a gente vai ter que ir fazendo", explicou.

João Lopes Araújo, presidente da Associação dos Produtores de Café (Assocafé) - Devid Santana / BNEWS
Devid Santana / BNEWS

O representante da Assocafé também falou sobre o mercado no Brasil e para onde vai o café produzido na Bahia. "Nós produzimos aqui só metade do café. Nós produzimos agora cerca de quase 5 milhões de sacas. A Bahia produz 15 milhões consome 15 milhões, boa parte vai para o Nordeste e grande parte de café especial, principalmente, que tem comprador que paga preço maior, nós mandamos para vários países do mundo", contou.

"O Brasil há 150 anos é o maior produtor, maior exportador de café do mundo. Então nós queremos é manter essa liderança no fornecimento de café para os consumidores. A China que há 20 anos atrás consumiu 300 mil sacas de café, já passou de 10 milhões de sacas. O consumo está crescendo rápido[...] Para o produtor, a situação está bem confortável", finalizou.

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