Economia & Mercado

Preço do café deve permanecer em alta na Bahia; estado possui destaque na produção nacional

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lavoura de café da safra de 2025 deve ser prejudicada pela seca  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 02/01/2025, às 10h19 - Atualizado às 10h49   Publicado por Vagner Ferreira



A pesquisa mais recente de Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, apontou a Bahia como a 4ª maior produtora de café do país, com 232.497 toneladas. No entanto, o resultado não significa baixa no valor final e, dependendo do local, o preço pode triplicar.

O presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, acredita que o cenário vai permanecer desafiador neste novo ano. “A expectativa é que o preço só venha a melhorar em 2026 porque não tem como o país que teve uma lavoura prejudicada pela seca se recuperar a produção para 2025", contou ao Correio.

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De acordo com informações do jornal, o primeiro lugar ficou com Minas Gerais (1.735.408 t), seguido pelo Espírito Santo (811.417 t), e depois, por São Paulo (307.353 t). O levantamento feito pela reportagem, através da plataforma estadual do Governo, o aplicativo Preço da Hora, apontou que os valores do café em pó e moído (500g) variam de R$ 9,50 a R$ 30, com opções gourmet que podem ultrapassar R$ 50.

O valor mais baixo é do Café de Cevada Superbom, ofertado em um comércio do bairro da Liberdade. Já o valor mais alto é do Café Torrado e Moído da Pilão, disponível em um estabelecimento localizado no Caminho das Árvores.

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Com a alta do produto, o estagiário projetista, Neilton Filho, disse em reportagem que fez a troca do consumo de café em pó pelo grão e percebeu uma nova forma de economizar com a commodity. Desta forma, ele percebeu que três quilos passaram a durar cerca de dois meses. Antes, eram equivalentes cinco pacotes de 500g mensais para suprir as necessidades.

“Percebi que aumentou bastante o valor do café ao longo desses meses, mas aqui em casa a gente ama café. Uma das coisas que a gente fez foi optar pelo café em grão, que conseguimos com mais facilidade pela internet”, disse Neilton ao Correio. 

A publicitária Larissa Assis, 28 anos, explicou que não fica sem café e optou pela redução na quantidade de pacotes para fazer a economia mensal. “Pode estar mais caro, eu vou comprar, independente... Talvez eu não compre dois, como normalmente compro, mas compro pelo menos um especial e demoro para tomar”, contou à reportagem.

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