BNews Agro
por Lucas Pacheco e Daniel Serrano
Publicado em 13/06/2026, às 11h30 - Atualizado às 11h30
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) marcou presença em mais uma edição da Bahia Farm Show, destacando a parceria histórica com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Fundação Bahia.
Em entrevista ao BNews, a presidente da entidade, Alessandra Zanotto, destacou a importância da união entre as instituições para o fortalecimento do agronegócio no Oeste baiano e apresentou as expectativas para a safra de algodão deste ano.
Segundo Zanotto, a participação da Abapa na feira vai além da exposição institucional e busca aproximar a sociedade da realidade da produção algodoeira no estado.
"Como forma de comemorar e prestigiar a AIBA, que é a grande realizadora desta feira, mas também mostrar ainda mais que existe um elo muito forte entre as associações, que fazem desse grandioso parque, que é a Aiba, Abapa e Fundação Bahia”, disse.
Entre os destaques da participação da entidade no evento está a Vila do Algodão, espaço criado para receber produtores, visitantes e estudantes interessados em conhecer mais sobre a cadeia produtiva da fibra.
De acordo com Zanotto, o objetivo é apresentar a importância da cotonicultura para a economia regional, estadual e nacional, além de divulgar iniciativas como o movimento Sou de Algodão, realizado em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
"[O objetivo é levar] um pouco do nosso trabalho, para pessoas que muitas vezes nem sabem que a roupa que tá vestindo vem dessa fibra, desse campo. Então esse essa é a forma que a Abapa está presente aqui em mais uma feira"
Em meio ao período de colheita, a expectativa da Abapa é de que a safra 2025/2026 registre resultados expressivos.
"Nós estamos com uma expectativa muito boa. A gente acredita que a gente vai trazer números recordes de produtividade, é de produção e assim a gente espera de qualidade também. Tudo isso para amenizar um pouco toda essa tensão, esse momento desafiador que a gente tá passando geopolítica", afirmou Zanotto.
Outro tema destacado pela dirigente foi o trabalho desenvolvido junto à Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri) para fortalecer a identidade do algodão produzido no estado. Segundo Zanotto, compradores e indústrias reconhecem uma característica específica do algodão baiano: a coloração mais branca em comparação a outras regiões produtoras do país.
"O algodão baiano tem um diferencial na sua cor. Isso graças ao tempo, à luminosidade do nosso estado, da nossa região e ao tempo que essa planta fica exposta a essa luz. O que permite essa brancura, esse algodão mais branco. Então, a gente quer se se empoderar desse fator para, quem sabe, tornar o algodão baiano como referência no Brasil e no mundo", afirmou
A presidente da Abapa também comemorou o desempenho das exportações da fibra baiana, que segundo ela, ultrapassou a marca de 200 mil toneladas exportadas pelo Porto de Salvador nos últimos 11 meses, considerando a safra de 2025/2026.
O volume representa um recorde para o setor e reforça a importância da logística portuária para o escoamento da produção agrícola do Oeste baiano.
“Esse resultado é fruto de um grande trabalho que a Abapa tem encabeçado. [A entidade] não tem medido esforços para apoiar e fomentar cada vez mais a exportação da nossa pluma, que é produzida aqui pelo nosso estado através do Porto de Salvador", destacou.
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