BNews Agro
por Verônica Macedo
Publicado em 27/10/2024, às 14h44 - Atualizado às 14h45
Cada vez mais protagonista na pecuária bovina brasileiro, o confinamento também avança na lucratividade. Simulação realizada pela Ponta Agro, empresa de tecnologia focada na gestão da informação e da precisão na pecuária, responsável pelo gerenciamento de informações de mais de 7 milhões de cabeças por ano em todos os sistemas produtivos, mostra que, em setembro deste ano, a atividade deve registrar o melhor desempenho desde 2020, com margem de lucro líquido superior a R$ 1.400 por cabeça na região Sudeste e a R$ 800 no Centro-Oeste – o valor leva em consideração apenas a cotação de balcão, podendo os ganhos serem maiores com as bonificações.
“Trata-se de um cenário hipotético no qual um produtor comprou animais de reposição há três ou quatro meses. Ou seja, em um momento no qual os preços ainda estavam muito baixos. Então, agora há uma oportunidade de o confinador ganhar muito dinheiro. Neste momento, há todas as combinações favoráveis, ou seja, reposição e nutrição baratas e preço de arroba de venda alto. No curto prazo, o pecuarista tem tudo para recuperar o fôlego, já que vem passando alguns ciclos de muito aperto, de arroba baixa”, explica Paulo Dias, CEO da Ponta.
De acordo com a série histórica, a região Sudeste obteve, em 2020, lucro líquido de R$ 1.273,34; em 2021, R$ 670,03; em 2022, 301,19; e em 2023, R$ 364,47. Já na região centro-oeste, foi de R$ 1.270,33 em 2020; R$ 867,17 em 2021; R$ 693,18 em 2022; e R$ 718,86 em 2023.
Dias salienta, no entanto, que, embora o momento seja de recuperação da lucratividade e de reposição de perdas passadas, o confinador deve ficar atento aos médio e longo prazos. “O mercado está bagunçado, com a arroba aumentando, e tendência de subida de preços de insumos e de animais de reposição”, diz.
E continua: “Uma das formas de se manter alerta é, especialmente, com o uso de tecnologias que monitorem com precisão a quantidade de comida no cocho, evitando o desperdício de alimentos e a necessidade de retornar ao mercado para fazer compras de insumos em momentos de alta”.
Em setembro de 2024, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) registrou R$ 13,53 para a região Centro-Oeste e R$ 11,86 no Sudeste. Comparado a agosto de 2024, o ICAP no Centro-Oeste teve uma queda de 1,24%, enquanto no Sudeste houve um aumento expressivo de 6,94%, rompendo a tendência de queda que vinha sendo observada desde março de 2024.
Segundo o ICAP, esse aumento no Sudeste reflete o término dos efeitos favoráveis da safra e da renovação dos estoques de insumos, sendo agora o custo das dietas influenciado por uma demanda crescente por insumos devido a condições climáticas desfavoráveis, queimadas e migração dos animais para o cocho.
Além disso, ainda de acordo com a pesquisa, a maior procura por proteína animal nos mercados interno e externo pressiona o custo da alimentação. O ICAP é produzido mensalmente pela Ponta Agro e reflete as variações dos preços dos insumos e commodities relacionadas à alimentação animal e seu impacto no custo da diária alimentar dos confinamentos bovinos brasileiros (R$/cabeça/dia).
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