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Café da Chapada Diamantina ganha reconhecimento inédito na Bahia; veja qual

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Fatores ambientais e humanos contribuiram para o reconhecimento do café da Chapada Diamantina  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Freepik

Publicado em 19/10/2024, às 00h01 - Atualizado às 17h54   Cadastrada por Letícia Rastelly



A Bahia despontou, mais uma vez, no quesito produção de café. Acontece que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou, na Revista da Propriedade Industrial (RPI) o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG), na espécie Denominação de Origem (DO), para a região da Chapada Diamantina, como produtora de café. Esse é o primeiro DO do estado. A documentação apresentada ao INPI, aponta os fatores ambientais e humanos da indicação geográfica relacionados com a qualidade do café na região baiana.

O estudo "Café da Chapada Diamantina, Bahia: qualidade da bebida e relações com o meio ambiente", da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), apresenta o manejo pós-colheita e o saber-fazer local como as variáveis humanas relacionadas a qualidade do café, onde destaca-se que quase toda colheita é realizada de forma manual. Esse material também apresenta as variáveis ambientais que influenciam sobre a bebida, como altitude, temperatura e orientação da encosta em que o cafezal se desenvolve.

Um outro estudo, conduzido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), evidenciou que há “maiores teores de ácidos orgânicos e clorogênicos e, principalmente, de lipídeos, nos cafés da Chapada Diamantina, demonstrando um perfil químico característico, que os distingue de amostras provenientes de outras regiões da Bahia e do Brasil”, explicou o INPI em sua página oficial. Todos esses fatores contribuem para que o café da Chapada seja “uma bebida encorpada, adocicada, com acidez cítrica, notas de nozes e chocolate, além de final prolongado”.

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