BNews Agro

Com 41,6 milhões de toneladas, importação de fertilizantes atinge recorde em 2021

Divulgação

As importações de fertilizantes pelos produtores brasileiros atingiram nível recorde no ano passado

Publicado em 04/02/2022, às 12h49    Divulgação    Redação BNews

As importações de fertilizantes pelos produtores brasileiros atingiram nível recorde no ano passado, chegando a 41,6 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2021. É o que mostra o Boletim Logístico deste mês, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar do porto de Paranaguá, no estado paranaense, ainda ser a principal porta de entrada para o recebimento do produto, outras rotas têm conquistado um maior espaço. Santos, por exemplo, registrou um aumento na entrada de fertilizantes com um direcionamento ao Mato Grosso e estados do Sudeste e Centro-Oeste em torno de 53%, saindo de 6,6 milhões de toneladas para 10,1 milhões de toneladas.

“Em momentos de custos elevados destes insumos, o setor tende a procurar por rotas mais acessíveis e que causem menos impactos no preço final de venda dos fertilizantes aos produtores rurais”, destaca o superintendente de Logística Operacional, Thomé Guth.

Leia também:

Principal produtor de grãos do país, Mato Grosso foi o estado que mais importou em 2021, registrando um volume de 8,0 milhões de toneladas de adubos, sendo a sua maioria, por meio dos portos de Santos e Paranaguá, “o que demanda um alto custo de transporte, tendo em vista a distância acima de 2000 km”, pondera Guth.

De acordo com o boletim divulgado, o mesmo comportamento apontado em Santos ocorre nos portos do Arco Norte, que também tiveram um incremento na sua participação em volume, sobretudo visando atender a Região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Mato Grosso. Os volumes recebidos em Santarém (PA), Barcarena (PA), Itacoatiara (AM) e Itaqui (MA) equivalem a 29,1% do volume importado para atendimento do Mato Grosso, evidenciando que o produtor deste estado tem buscado alternativas visando diminuir o custo logístico deste produto de alto valor agregado.

De acordo com o superintendente da Companhia, com a maior participação dos portos do Arco Norte na exportação de milho e soja, principalmente, era esperado uma maior movimentação de fertilizantes, uma vez que é comum a utilização da modalidade de frete de retorno, visando diminuição do custo logístico.

“Ou seja, movimenta-se em direção aos portos com os grãos e retorna para as regiões produtoras com os fertilizantes. Isso torna evidente a importância de se continuar com os investimentos na região do Arco Norte e nos sistemas de transportes para essas rotas, não somente visando a exportação dos grãos, mas, também, nas importações dos insumos, completando o atendimento logístico da cadeia produtiva como um todo, aumentando a competitividade nacional”, ressalta Guth.

Siga o BNews no Google Notícias e receba as principais notícias do dia em primeira mão.

Classificação Indicativa: Livre