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Confira retrospectiva do agro em 2024 e as perspectivas para 2025

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Clima e economia desafiaram o agro em 2024; saiba detalhes  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 22/12/2024, às 05h30



Em 2024, a crise climática impactou diretamente o setor do agronegócio mundial e nacional. Chuvas intensas e secas severas comprometeram as pastagens e lavouras brasileiras durante o ano.

Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a produção de grãos, a exemplo do milho e da soja, apresentou uma queda expressiva. Inicialmente, a sua projeção era de 322 milhões de toneladas, mas isso não ocorreu e o recuo chegou a 298 milhões de toneladas.

Já p segmento de carne bovina apresentou elevação no número de abates de matrizes em função das tentativas dos empresários do agro em combater as intempéries econômico-financeiras.

Vale ressaltar que, em meio a esse panorama, o Produto Interno Bruto – PIB agropecuário crescer 2% com o auxílio de ferramentas tecnológicas e união da classe nacional de agricultores.

Com relação às exportações agropecuárias, houve uma estabilidade, uma vez que elas chegaram a US$ 166 bilhões em 2024”. Produtos como café, açúcar e celulose compensaram as perdas [existentes ao longo do ano], destacando-se como pilares de sustentação na balança comercial”, explica a reportagem da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

Outro fato que precisa ser destacado envolve a polêmica das carnes do Brasil e a legislação da União Europeia. Recentemente no podium da celeuma esteve os governos francês e brasileiro. O episódio marcou o enfrentamento, por parte da empresa Carrefour, de uma série de boicotes após o seu CEO, Alexandre Bompard, declarar que as carnes produzidas no Mercosul, incluindo o Brasil, não atendem aos seus rigorosos critérios de qualidade, e que, assim, ele deixaria de realizar as compras nos países pertencentes a esse mercado. Os empresários do setor e o Governo Federal reagiram em um contragolpe de boicote à rede francesa que mudou de sua postura e pediu desculpas ao Brasil e à cadeia produtiva nacional.

Além desta crise, outra bastante significativa e desafiadora também foi alvo dos olhares mundiais; a que envolve o desmatamento legal e ilegal. Ficou evidenciada a questão da necessidade de que os países do Mercosul e ad união Europeia respeitem as leis de cada país, preservando a produção do agro nacional.

Também vale destacar que a Bahia ganhou papel de protagonismo durante a 29ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP29), que aconteceu no final de novembro em Baku, capital do Azerbaijão, por suas políticas públicas em prol da sustentabilidade, a exemplo das inciativas, vistas como modelos, que envolvem as energias renováveis e a recuperação de terras degradadas.

Para 2025, impera o otimismo. Segundo reportagens da CNA e da Faeb, o PIB do setor do agronegócio tem previsão de crescer em torno de 5%, favorecido “por condições climáticas e pela recuperação nos preços de diversas cadeias produtivas. A produção de grãos deve atingir 322 milhões de toneladas, com destaque para a soja, que pode registrar aumento de 12%”.

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