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Conflito no Irã preocupa comércio do agro brasileiro; entenda os impactos

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Em 2025, Brasil exportou US$ 3 bilhões em produtos agrícolas ao Irã, com milho sendo o principal destaque  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 01/03/2026, às 07h45



Os ataques realizados por Estados Unidos e Israel ao Irã neste sábado (28) acenderam alertas sobre possíveis impactos no comércio agrícola entre o Brasil e o país do Oriente Médio. De acordo com especialistas, a escalada das tensões pode gerar entraves logísticos, prejudicando tanto exportações quanto importações estratégicas.

Em 2025, o Brasil exportou quase US$ 3 bilhões em produtos agrícolas ao Irã, sendo o milho o destaque. Segundo o Ministério da Agricultura, Teerã comprou 9 milhões de toneladas do cereal, o que representa cerca de 23% das exportações brasileiras de milho no ano passado. O produto abastece principalmente a indústria de frangos do país persa, a quarta maior da Ásia.

Do ponto de vista das importações, o Brasil depende do Irã para a aquisição de ureia, insumo usado para a fabricação de fertilizantes nitrogenados. No ano passado, as compras brasileiras de produtos agrícolas do país somaram US$ 84,5 milhões, sendo que US$ 66,8 milhões correspondem apenas à ureia, totalizando aproximadamente 184,7 mil toneladas. Além do fertilizante, o Brasil importa pistache, uvas secas e outras frutas.

"Qualquer tensão na região causa preocupação imediata sobre a oferta de fertilizantes nitrogenados no mundo", avaliou Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, em entrevista ao Globo Rural em janeiro.

Pernías afirmou ainda que o cenário evidencia a necessidade de o Brasil reduzir a dependência de insumos importados. Em 2025, os principais fornecedores de ureia ao país foram Nigéria, Omã e Catar, mas o fornecimento global continua sensível a crises geopolíticas.

Com o conflito no Oriente Médio, o setor agropecuário brasileiro pode enfrentar atrasos ou restrições nas exportações de milho, além do aumento nos custos de fertilizantes, pressionando a produção agrícola nacional.

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