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“Consumidor brasileiro pagaria mais caro por carne bovina sustentável”, diz pesquisa inédita; entenda

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Pesquisa inédita aponta que preocupação com biodiversidade prevalece entre consumidores  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 25/02/2025, às 11h22 - Atualizado às 11h25



Consumidores brasileiros estão dispostos a pagar mais caro por produtos de carne bovina sustentável, de acordo com uma tese inédita da Universidade da Flórida, realizada pela jornalista brasileira Shenara Pantaleão Ramadan. O estudo apontou que os entrevistados comprariam a proteína animal por até 10% acima do valor atual, sendo motivados por mensagens ligadas à preservação da biodiversidade.

A pesquisa analisou as percepções gerais de 114 paulistanos sobre a pecuária da Região Amazônica, a produção de carne sustentável na região da Amazônia Legal e como é transmitida ao público a informação sobre os produtos serem ambientalmente responsáveis.

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“Grande parte dos consumidores brasileiros desconhecem os esforços que vêm sendo feitos pela indústria na produção de carne sustentável. Para entender o comportamento e o perfil da compra, conversamos com consumidores em seis feiras urbanas de bairros nobres de São Paulo e depois mostramos embalagens com diferentes mensagens, a fim de compreender qual tipo de informação estimula mais a compra de carne bovina sustentável”, ressalta a autora do estudo.

Nas entrevistas, 72% dos entrevistados apontaram que não têm certeza se o produto que eles consomem adota práticas de cuidado com o meio ambiente, mas recomendam para outras pessoas a compra de proteína bovina produzida de forma responsável. Na visão da pesquisadora, isso mostra que existe um mercado a ser explorado de produtos de proteína animal que adotam práticas sustentáveis na cadeia produtiva. “Não só existe a intenção de pagar por um produto mais caro, mas também uma maior propensão a recomendar o produto a outros consumidores. Isso pode ser todo um nicho a ser explorado pela indústria”, revela.

De acordo com o levantamento, 63% dos entrevistados apresentaram características “altruístas”, preocupando-se em conservar o meio ambiente para promover um mundo melhor para as gerações futuras. Enquanto isso, 26% desejam conservar a natureza pelo bioma e a vida animal, considerados “biosféricos”; e 10% buscam o próprio bem-estar, considerados “individualistas”.

De acordo com Shenara, o levantamento constatou que os consumidores identificados com valores altruístas e individualistas, no momento da compra, preferiram embalagens que apresentam mensagens biosféricas, ou seja, que reforçam os cuidados com a vegetação e os animais. “É um estudo pioneiro e que serve como base para futuras pesquisas nessa área, uma vez que, das nossas conclusões, abrem-se novos campos de investigação”, pondera.

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