BNews Agro
por Vagner Ferreira
Publicado em 04/09/2025, às 12h55
Em meio a guerra comercial do Brasil com os Estados Unidos após a implantação do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, o país norte-americano perdeu para a Espanha o posto de segundo principal destino de exportação do agronegócio baiano no mês de julho – que estava atrás apenas da China –, conforme informações do Relatório de Exportações do Agronegócio divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Faeb/Senar.
Em junho, os EUA tinham importado mais de US$ 55 milhões em produtos agropecuários da Bahia, ante US$ 35 milhões no mês de julho. A Espanha, por sua vez, alcançou a marca de US$ 36,8 milhões.
Analistas do mercado financeiro acreditam que a expectativa da nova barreira comercial pode ter impactado nas negociações, com aumento na busca por produtos como celulose, derivados de cacau e sucos de frutas. Entretanto, vale ressaltar que os produtos mais exportados para a Espanha não são os mesmo dos EUA.
Os produtos mais exportados para a Espanha foram:
* Soja em grãos – 69,5%
* Café verde – 19,6%
* Mangas frescas ou secas – 5,9%
* Outros – 5%
Produtos mais exportados para os Estados Unidos
* Celulose – 42,4%
* Manteiga, gordura e óleo de cacau – 31,8%
* Sucos de frutas – 9%
* Outros – 16,8%
A China mantêm parceria estratégica
A China segue como o maior parceiro comercial do agronegócio baiano, possuindo a maior fatia das exportações e reforçando assim seu compromisso com commodities baianas, como soja, celulose, fibras e produtos têxteis. Os valores comercializados para o país asiático no primeiro semestre de 2025 superou a soma dos resultados obtidos entre segundo e o terceiro país do ranking, segundo apontado em levantamento da Assessoria Econômica do Sistema Faeb/Senar.
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