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Floricultura nacional luta para que flores e plantas sejam reconhecidas como produtos hortícolas; entenda

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Cadeia de flores e plantas no Brasil emprega mais de 1.250.000 pessoas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Canva
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 11/07/2024, às 09h54 - Atualizado às 09h55



O Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura tem intensificado a sua luta junto ao Governo Federal para que as flores e plantas ornamentais sejam reconhecidas como produtos hortícolas e, assim, recebam a mesma classificação na nova tributação prevista na Reforma Tributária.

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Jorge Possato Teixeira, presidente do Instituto diz que tem procurado sensibilizar os deputados e senadores para que defendam uma Reforma Tributária justa para todos os setores, a fim de tornar o Brasil mais competitivo.

“A Reforma Tributária é necessária, mas tem que ser feita de maneira justa, considerando as peculiaridades e necessidades de cada setor. Ao não reconhecer flores e plantas como produtos hortícolas, o Governo está colocando em risco o emprego direto de mais de 250.000 pessoas e de quase 1 milhão de vagas indiretas, sendo que 50% dessa mão de obra são ocupadas por mulheres. O Setor de Flores e Plantas é o que mais emprega mulheres no agronegócio, fixando não somente o homem, mas também a mulher no campo”, explica Teixeira. 

Segundo ele, é preciso lembrar que as flores e plantas ornamentais, assim como os legumes, verduras e frutas, são produtos hortícolas e merecem o tratamento tributário adequado na Reforma Tributária. Além disso, o setor da floricultura faz parte do agronegócio e está classificado na categoria FFLV – Frutas, Flores, Legumes e Verduras.

“A Embrapa emitiu Nota Técnica em 2023 definindo que apesar de não serem utilizadas, em sua maioria, para fins alimentares, flores e plantas ornamentais também são consideradas hortícolas. Isso porque elas são cultivadas de forma semelhante a outras plantas hortícolas, como hortaliças e frutas. Horticultura se refere ao tipo de manejo dessa cultura, são as espécies cultivadas em jardim e abrangem tanto a olericultura (hortaliças) quanto a fruticultura e floricultura. O periódico técnico científico da Sociedade Brasileira de Flores e Plantas Ornamentais é nominada “Ornamental Horticulture” (Horticultura Ornamental)”, salienta o presidente do Ibraflor .

Teixeira esclarece também que “as flores e plantas são perecíveis, assim como os legumes, frutas e verduras. Elas têm prazos restritos para comercialização, pois não podem ser estocadas para serem vendidas em outras ocasiões. A não comercialização das flores e plantas no curto prazo, a partir do momento em que elas chegam ao ponto de venda, representa o seu descarte e um prejuízo enorme em toda a cadeia, que vai da produção até a venda ao consumidor final. Desta forma, não é justo que receba, na Reforma Tributária, tratamento diferente das frutas, verduras e legumes”.

O gestor do Instituro salienta que o esforço do Ibraflor tem sido no sentido de esclarecer sobre a importância do setor e as peculiaridades desses produtos. Trata-se de um setor que exige um planejamento complexo, no longo prazo. As flores precisam ser plantadas com antecedência de muitos meses – e até anos -, como é o caso das orquídeas. “São produtos sensíveis, sujeitos às condições climáticas e têm a necessidade de um rápido escoamento para a comercialização, a fim de perdas ou descartes”. 

E conclui: “As flores e plantas, comprovadamente, melhoram a qualidade de vida das pessoas por ajudarem a combater o estresse, para a purificação do ar e por tornar os ambientes mais agradáveis. O setor agro alimenta a humanidade. Enquanto as frutas, legumes e verduras alimentam o corpo, as flores alimentam a alma”.

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