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Lucro despenca 60% após calote bilionário do Banco do Brasil

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Saiba o que pode ter impulsionado a queda dos lucros no setor do agronegócio  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 16/08/2025, às 09h00 - Atualizado às 10h14



O lucro do agronegócio brasileiro teve queda de 60% no segundo trimestre de 2025, após o Banco do Brasil, que é o principal financiador do setor, atrasar por cerca de 90 dias um pagamento equivalente a R$ 12,73 bilhões. Deste total, R$ 2,27 bilhões são resultados de recuperação judicial. Produtores do Sul e do Centro-Oeste são os mais prejudicados. 

"É o maior nível de inadimplência já visto no agro na história do Banco do Brasil", disse a presidente do banco, Tarciana Medeiros, após a divulgação dos resultados do balanço trimestral, que aconteceu nesta sexta-feira (15), segundo informações do portal Tab Uol. 

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A instituição bancária é responsável por mais de 800 clientes que estão em recuperação judicial, direcionando uma média de R$ 5,4 bilhões. O Serasa Experian apontou que os pedidos dispararam no final de julho, com mais 45% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Dentre os principais fatores que justificam a crise, estão: pandemia, altos juros e falta de financiamento acessível, além de pedidos de recuperações judiciais ilegais. “Muitos produtores enfrentam custos altos, prazos longos para receber, maior exigência de garantias e dificuldades na rolagem de dívidas, fatores que pressionam o caixa e reduzem as margens para manobras”, disse o diretor de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, conforme o portal Uol. 

O advogado especialista Marcelo Winter, por sua vez, avalia que muitos pedidos são feitos de formas irregulares. “Muitos dos pedidos atuais não refletem uma real situação de crise econômico-financeira, mas sim estratégias protelatórias e por vezes pouco fundamentadas. Essa prática indevida compromete a credibilidade do próprio instrumento da recuperação judicial. Tal cenário tem gerado insegurança e afastado investidores do setor”, disse na reportagem. 

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) fez um comunicado à imprensa ressaltando que esse excesso de pedidos pode enfraquecer a confiança do mercado. "O setor precisa encontrar um modelo de negócios sustentável", informou em um trecho. 

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