Economia & Mercado

Preço do chocolate fica mais ‘amargo’ no bolso do consumidor brasileiro; saiba mais

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Chocolate fica mais caro com aumento do cacau e da avelã; entenda  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 14/08/2025, às 09h24 - Atualizado às 09h40



Tempos difíceis para amantes do chocolate. Além do aumento no preço do cacau, a avelã também ameaça ficar mais cara. O produto, que é um importante ingrediente do creme de chocolate Nutella, já teve reajuste de mais de 35% desde abril deste ano. 

De acordo com o portal Uol, o principal motivo da alta é referente às mudanças climáticas, que afetaram plantações na Turquia, maior produtor de nozes do mundo. Por lá, o preço do quilo passou para US$ 4,91 – uma média de R$ 27. 

A marca Ferrero, uma das principais produtoras da Nutella, sente fortemente o impacto da alta, que afeta 25% do abastecimento global de avelãs e 13% da receita. O mais prejudicado acaba sendo o consumidor, com aumento no preço final. 

Em nota, a empresa se posicionou: "o grupo Ferrero tem diferentes fornecedores em todo o mundo e graças à sua estratégia de longo prazo, o grupo não está contando com qualquer interrupção no fornecimento de seus produtos", conforme informações do DW. 

O Conselho Internacional de Nozes e Frutas Secas (INC, sigla em inglês) apontou que a safra na Turquia vai ser reduzida em quase 22%, o equivalente a, aproximadamente, 601 mil toneladas com casca. O levantamento indica, ainda, que o país perdeu uma média de 167 mil toneladas devido às fortes geadas no local. 

Com isso, as empresas estão buscando a avelã de outros países, como Chile, Geórgia e EUA. Entretanto, essas também enfrentam desafios com redução de vendas, além de receber, até mesmo, críticas de que o sabor é diferente. O investimento em outros lugares pode levar tempo, pois uma árvore leva entre cinco a sete anos para começar a dar frutos. Estudiosos não estão otimistas e aguardam uma melhora no cenário, mas alertam, por outro lado, que a escassez pode ser o novo normal.

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