BNews Agro
por Vagner Ferreira
Publicado em 23/05/2025, às 09h28 - Atualizado às 11h23
Considerado o maior drone agrícola do mundo, o Harpia P-71 não decolou — nem no sentido literal, nem no figurado — e levou à demissão de 130 funcionários da startup brasileira Psyche Aerospace, fundada pelo jovem Gabriel Leal. A empresa havia captado R$ 19 milhões para viabilizar o projeto, que acabou sendo descontinuado. Agora, a companhia aposta no desenvolvimento de soluções em inteligência artificial.
Segundo informações do portal Compre Rural, o aporte seria destinado ao uso do drone na pulverização de lavouras. A proposta era que o equipamento fosse movido a etanol e eletricidade, com capacidade para transportar até 400 kg de defensivos agrícolas, atendendo até 500 mil hectares no país.
Apresentado em diversas feiras do agronegócio, o Harpia chamou a atenção até do mercado internacional. No entanto, ao longo do tempo, o projeto começou a enfrentar dificuldades para atrair novos investidores. O próprio fundador revelou que, para manter o drone operando, seriam necessários investimentos mensais na casa de milhões de reais.
Com a descontinuação do Harpia, a Psyche Aerospace direciona agora seus esforços para a Turing — uma plataforma apelidada de “ChatGPT do agro”. Utilizando inteligência artificial e imagens de satélite, a ferramenta faz o monitoramento das lavouras, identificando, por exemplo, pragas e doenças. Uma nova versão da plataforma deve ser lançada em até 30 dias.
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