Economia & Mercado

Brasileiros que estão no exterior devem ser afetados com IOF mesmo após revogação da medida; entenda

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Governo brasileiro revogou medida do IOF após críticas por parte do mercado financeiro  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Publicado por Vagner Ferreira

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Publicado em 23/05/2025, às 07h51 - Atualizado às 08h14



O Governo Federal anunciou um decreto que reajusta a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No entanto, após críticas advindas do mercado financeiro, parte da medida foi revogada. Ainda assim, de acordo com informações do jornal O Globo, os brasileiros que estão com viagens pelo exterior devem ser impactados, principalmente em relação à compra de moedas estrangeiras, pois houve mudanças no câmbio. 

O Ministério da Fazenda estabeleceu a alíquota de 3,5% e está cobrando o imposto sobre fundos de investimento para o exterior. Os cartões de crédito, débito e pré-pagos internacionais são os setores mais prejudicados. Antes, a taxa estava em 6,38% até 2022 e a gestão do presidente Jair Messias Bolsonaro estudava redução gradual. Este ano, a alíquota chegou a 3,38%, contudo, obteve alta e está acima de 3,5%. 

Consequentemente, o percentual para conta no exterior e para compra em espécie, que era de 1,1%, passou para 3,5%. Vale ressaltar que os cartões de crédito brasileiros estavam ganhando popularidade no exterior por contarem com IOF mais baixos. Agora, a compra de dólar, euro e outras moedas conta com acréscimo de alíquota da IOF .

“Não temos nenhum interesse naquele que abre conta no exterior para pagar menos do que os demais turistas. Nenhum país em desenvolvimento incentiva as pessoas a tirarem dinheiro do país, abrir conta corrente, para ter cartão no exterior”, descreveu o chefe da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, na reportagem.

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