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Negociação entre Mercosul e EFTA pode beneficiar agronegócio brasileiro; entenda

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Acordo comercial foi anunciado em julho, na Argentina, antes de tarifaço imposto por Donald Trump  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Governo Federal
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 14/07/2025, às 09h36 - Atualizado às 10h05



Um acordo comercial anunciado no início de julho em Buenos Aires, na Argentina, antes da medida do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ampliar os mercados de café e carne no Brasil. 

Isso porque, de acordo com informações do portal Globo Rural, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), negociaram uma parceria com produtos do agronegócio, tendo o Brasil como o grande destaque. O acordo chegou a um consenso depois de, ao menos, 14 reuniões. Especialistas, por sua vez, avaliam o acordo com otimismo mediante à escalada de protecionismo internacional.

Ambos os grupos buscam promover uma zona de livre comércio, para a obtenção de melhorias nas exportações que impcatam cerca de 300 milhões de consumidores, com um Produto Interno Bruto (PIB) médio estimado em US$ 4,39 trilhões. O Brasil aproveitou a oportunidade para se posicionar em relação ao multilateralismo, medida reforçada posteriormente pela cúpula do Brics. 

“Para o Brasil, este acordo significa maior acesso a mercados de alta renda, reforçando nossa posição como um parceiro global confiável”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em seu perfil no LinkedIn, segundo a reportagem. 

Apesar do rendimento com o EFTA ser pequeno, o Brasil considera importante, sobretudo no setor agropecuário. A estimativa de impacto é de R$ 2,69 bilhões no PIB e de R$ 660 milhões em investimentos até 2044. Os setores de carnes, café e cacau podem ganhar espaço em países como Suíça, que faz parte do grupo, junto com a Islândia, Noruega e Liechtenstein.

“Eles (países da EFTA) não têm agricultura suficiente para o próprio abastecimento, e não há contradições comerciais ou concorrência, como a União Europeia”, comentou o ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa, na reportagem. “Um ponto importante é a facilitação de comércio, com a redução das burocracias para os empresários”, acrescentou.

A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima diversificação no agro brasileiro, principalmente em produtos como café especial, frutas tropicais, queijo, vinho, cortes nobres de carnes bovina, suína e de frango e orgânicos. “A consolidação de acordos comerciais com parceiros estratégicos é essencial para o crescimento sustentável do Brasil, especialmente em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo”, seguiu o ex-secretário ao Globo Rural.

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