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Um estudo divulgado neste mês de fevereiro pela revista Science aponta que o grau de toxicidade dos pesticidas aumentou em todo o mundo entre 2013 e 2019. E o Brasil está entre os países que lidera esse ranking perigoso, contrariando a meta pactuada durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15) de redução de riscos dos pesticidas até 2030.
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Após analisarem 625 pesticidas em 201 países utilizando o indicador de Toxicidade Total Aplicada (TAT), pesquisadores da Universidade de Kaiserslautern-Landau, na Alemanha, identificaram que seis de oito grupos de espécies estão mais vulneráveis aos níveis crescentes de toxicidade. São eles:
Os cientistas verificaram diminuição do TAT global apenas para plantas aquáticas (−1,7%) e vertebrados terrestres (−0,5% ao ano), que inclui humanos.
“O aumento das tendências globais de TAT representa um desafio para o alcance da meta de redução de risco de pesticidas da ONU e demonstra a presença de ameaças à biodiversidade em nível global”, diz um trecho do estudo.
Brasil
O estudo identificou o Brasil como detentor de uma das maiores intensidades de toxicidade por área agrícola em todo o planeta, dividindo pódio com China, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia. Brasil, China, Estados Unidos e Índia ainda respondem juntos por de 53% a 68% da toxicidade total aplicada no mundo.
No Brasil, a toxicidade associada a culturas como soja, algodão e milho exerce impacto significativamente maior em relação à extensão cultivada.
Meta global
Ainda segundo os pesquisadores, se não houver mudanças estruturais nos 65 países analisados, apenas o Chile atingirá a meta da ONU de redução até 2030.
Japão e Venezuela também possuem tendências de cumprimento da meta, mas precisam acelerar as mudanças de uso de agrotóxicos.
Tailândia, Dinamarca, Equador e Guatemala estavam no caminho da meta, mas se afastaram da trilha, com pelo menos um indicador dobrando nos últimos 15 anos. Já todos os demais países, incluindo o Brasil, para chegar a 2030 dentro do que prevê a Organização das Nações Unidas, precisam retornar os riscos de pesticidas aos níveis de mais de 15 anos atrás.
Os pesquisadores indicam três estratégias para mudanças de rumos:
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