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Pernil, lombo e costela: Preço da carne suína se mantém estável em 2026

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Tradição no fim de ano, carne suína vem registrando preços mais estáveis no mês de dezembro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 20/12/2025, às 17h41



Tradição no fim de ano, a carne suína vem registrando preços mais estáveis no mês de dezembro. Apesar do aumento na procura por cortes típicos das celebrações, como pernil, lombo e costela, o impacto nos valores tem sido menor. De acordo com o portal Globo Rural, isso ocorre porque os preços já permaneceram em níveis mais altos ao longo do ano, reduzindo a intensidade das variações comuns neste período.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avalia como excelente o cenário para a suinocultura brasileira devido à baixa volatilidade e à rentabilidade histórica. Dados da entidade mostram que o pernil teve leve aumento na parcial de dezembro, sendo comercializado a R$ 14,11 o quilo no atacado paulista, alta de 2,3% em relação a novembro. 

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Já outros cortes tradicionais apresentaram variações mais discretas. O lombo, por exemplo, recuou 0,59% e passou a ser vendido a R$ 18,62 o quilo, enquanto a costela registrou pequena elevação de 0,75%, alcançando R$ 17,47 o quilo.

“O mercado doméstico está apresentando equilíbrio entre oferta e demanda, e a indústria encontra mais dificuldades para subir os preços da carne suína neste mês de dezembro”, disse o analista de mercado de proteína animal do Cepea, Luiz Henrique Melo, segundo a reportagem. No entanto, segundo ele, pode haver aumento nos próximos dias. “Isso vai depender da intensidade das compras de última hora, do quanto podem afetar a demanda”, comentou.

Entre janeiro e novembro, o preço médio do suíno vivo subiu 7,7% em relação ao mesmo período de 2024, segundo o Cepea. O maior valor do ano foi registrado em setembro, em São Paulo, a R$ 9,25 o quilo. A baixa volatilidade dos preços ao longo do ano reflete o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado.

Em 2025, a produção de carne suína no Brasil cresceu 5,5%, alcançando 5,65 milhões de toneladas, mantendo a oferta alinhada à demanda interna e externa. As exportações subiram 10,4%, totalizando 1,372 milhão de toneladas nos 11 primeiros meses, impulsionadas pela diversidade de compradores, mesmo com a queda de quase 40% nas compras da China. A receita com esses embarques chegou a US$ 3,294 bilhões, 18,7% acima de 2024.

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