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Publicado em 27/12/2024, às 10h43 Publicado por Vagner Ferreira
Relatório da World Weather Attribution e da Climate Central apontou que 2024 registrou ‘novos patamares perigosos’ em relação ao meio ambiente. De acordo com informações do portal Folha de S. Paulo, o ano pode ser considerado o mais quente da história da humanidade devido aos problemas envolvendo mudanças climáticas. Como consequência, o planeta deve enfrentar uma média de 41 dias adicionais de calor perigoso à saúde.
A líder da WWA e professora de ciência climática no Imperial College de Londres, Friederike Otto, avalia que os impactos dos gases de efeito estufa foram mais intensos em 2024. "Os impactos do aquecimento por combustíveis fósseis [origem da maior parte dos gases de efeito estufa na atmosfera] nunca foram tão claros ou devastadores quanto em 2024. Estamos vivendo em uma nova era perigosa", disse.
"O clima extremo matou milhares de pessoas, forçou milhões a deixarem suas casas este ano e causou sofrimento implacável. As inundações na Espanha, furacões nos EUA, seca na Amazônia e inundações em toda a África são apenas alguns exemplos", continuou.
A pesquisa sinalizou que 26 dos 29 eventos climáticos estudados pela instituição foram intensificados pelas mudanças climáticas. No geral, essas catástrofes registraram mortes de, ao menos, 3.700 pessoas.
"Esses foram apenas uma pequena fração dos 219 eventos que atenderam aos nossos critérios de ativação, usados para identificar os eventos climáticos mais impactantes. É provável que o número total de pessoas mortas em eventos climáticos extremos intensificados pelas mudanças climáticas neste ano esteja na casa das dezenas ou centenas de milhares", detalhou o documento.
Diversas instituições de pesquisa já estimavam que este ano substituiria 2023. Os dias mais quentes da série histórica foram 21 e 22 de julho. Apesar do fenômeno climático El Niño ter influência em muitas das catástrofes naturais, o aquecimento global foi, segundo os pesquisadores, o fator de maior impacto, gerando, inclusive, a grande seca da Amazônia.
"Secas severas na bacia amazônica estão se tornando mais frequentes e graves devido às mudanças climáticas", disse Regina Rodrigues, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. "Tememos que elas possam empurrar a floresta irreversivelmente para um estado mais seco, levando a uma redução do fluxo de umidade e do sumidouro de carbono, bem como à perda de biodiversidade”, continuou.
Além das secas, as queimadas florestais também proliferaram em diversas áreas, e o continente americano foi um dos mais atingidos pelo fogo, com o Brasil possuindo altos índices, afetando o pantanal, que enfrentou a segunda pior temporada de incêndio em duas décadas, com mais de 3,5 milhões de hectares queimados.
"Embora incêndios individuais possam ser causados por fenômenos naturais, como raios, ou por atividades humanas, condições de calor e seca significam que, se houver um ponto de ignição, as chances de o fogo se espalhar e se intensificar são muito maiores, e qualquer incêndio será muito mais difícil de controlar. Esse risco crescente de incêndios decorrente das mudanças nos padrões climáticos é frequentemente agravado por outras atividades humanas, como o desmatamento", pontuou o relatório.
"A região está em uma seca que já dura anos, com níveis de rios em mínimas históricas e precipitação abaixo da média climatológica. Isso permitiu que os incêndios começassem em junho, muito antes do início usual da temporada de fogo”, prosseguiu, sobre o Pantanal.
Os pesquisadores alertaram ainda para a importância de diminuir as emissões de gases de efeito estufa para evitar as consequências climáticas. "Em 2025, todos os países precisam intensificar os esforços para substituir os combustíveis fósseis por energia renovável e se preparar para o clima extremo", pontuou Friederike.
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