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Queijo mais velho do mundo é encontrado em colar de múmia milenar; entenda

Wanjing Ping/Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências
Traços de DNA de vaca e cabra foram encontrados no queijo de 3600 anos  |   Bnews - Divulgação Wanjing Ping/Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências
Marcelo Ramos

por Marcelo Ramos

marcelo.ramos@bnews.com.br

Publicado em 27/09/2024, às 07h25



Cientistas encontraram o que é considerado ser o “queijo mais antigo do mundo”. Cerca de 3.600 anos atrás, uma jovem morreu e foi enterrada na Bacia de Tarim, um deserto localizado onde hoje fica a China.

Seus restos mortais naturalmente mumificados foram encontrados, em 2003, com pedaços de queijos dispostos como um colar.

De acordo com portal O Globo, a múmia estava vestida com um chapéu de feltro, casaco de lã com borlas e botas de couro forradas de pele.

múmia

Segundo Qiaomei Fu, paleogeneticista do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia da Academia Chinesa de Ciências, o queijo é o mais antigo do mundo. Fu liderou uma análise genética dos produtos lácteos e micróbios presentes no queijo da Bacia de Tarim, esclarecendo como ele foi feito.

Ainda de acordo com a matéria, os cientistas coletaram amostras de queijo espalhadas ao redor dos pescoços de três múmias da Bacia de Tarim. Eles isolaram quimicamente os fragmentos de DNA que permaneceram e os compararam com os genomas de espécies modernas envolvidas no processo de fabricação de queijo.

Foram encontrados traços de DNA de vaca e cabra, indicando que o leite de ambos os animais foi usado no queijo antigo. Eles também foram capazes de rastrear o DNA de micróbios responsáveis ​​pela fermentação do leite em queijo.

A inclusão do queijo em sepultamentos indica que ele era valorizado, e as múltiplas fontes de leite e o tipo de bactéria usada sugerem interações potenciais entre pessoas na Bacia de Tarim, Xiaohe e povos da estepe eurasiana.

“É uma nova maneira de rastrear o que as culturas humanas faziam muito antes ou na ausência de linguagem ou relatos escritos”, disse Paul Kindstedt, historiador de queijos.

Na época em que o queijo foi enterrado, ele provavelmente era macio e picante, segundo o estudo científico.

Os cientistas devem tentar recriar o queijo com base nas informações que coletaram sobre sua produção. “Acho que o próximo passo é fazermos isso”, disse Fu.

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