BNews Agro
por Vagner Ferreira
Publicado em 28/12/2025, às 06h00
Em 2025, o setor agropecuário passou por desafios e avanços no Brasil e no mundo, marcado por oscilações de preços, impactos climáticos e intensificação do uso de tecnologias e práticas sustentáveis.
No Brasil, país com diversas commodities, o agro registrou ganhos em produtividade e inovação. Já no cenário internacional, as políticas comerciais e as mudanças climáticas influenciaram fortemente a cadeia produtiva. Confira abaixo uma retrospectiva com os principais acontecimentos, tendências e dados que moldaram o agro ao longo do ano.
Janeiro
O ano começou com foco na abertura de mercados para carnes e proteínas na Turquia e no Peru. No cenário interno, o setor lidou com o atraso na liberação de recursos do Plano Safra para médios e grandes produtores devido a questões regulatórias. O período exigiu investimentos em modernização tecnológica para superar desafios como juros elevados, volatilidade cambial e a busca por sustentabilidade.
Fevereiro
O destaque foi o programa "Desenrola Rural", voltado para a repactuação de dívidas de quase 1 milhão de agricultores endividados. O Brasil registrou recorde nas exportações de carne bovina, reforçando sua presença global. Contudo, o setor enfrentou forte pressão de juros altos e incertezas climáticas, o que levou o agronegócio a investir em educação e inovação como ferramentas estratégicas para formar novos profissionais.
Março
O mercado de terras aqueceu com grandes aquisições corporativas, elevando os preços em regiões estratégicas. No campo econômico, analistas apontaram que a isenção de taxas não traria impacto significativo ao PIB de 2025. Já no debate ambiental, os alertas de desmatamento no Cerrado cresceram, registrando índices maiores nos dois primeiros anos do governo Lula (PT) do que no mesmo período da gestão Jair Bolsonaro (PL).
Abril
O setor registrou exportações recordes de US$ 37,8 bilhões no primeiro trimestre, lideradas por soja e carnes. O governo federal respondeu ao sucesso da safra anunciando R$ 80 bilhões em crédito para tecnologia e modernização. A agroindústria cresceu 1%, puxada por alimentos e bebidas, enquanto o país reafirmou sua posição como maior produtor e exportador mundial de café.
Maio
O mês foi marcado pela cautela sanitária após o Japão suspender temporariamente a compra de produtos avícolas brasileiros devido a casos de gripe aviária. Economicamente, o fluxo comercial da Bahia apresentou queda, tanto em exportações, quanto em importações, refletindo a desaceleração global e a oscilação nos preços das commodities, o que elevou o debate sobre custos de produção.
Junho
A Bahia Farm Show 2025, em Luís Eduardo Magalhães, foi o epicentro das discussões sobre tecnologia e futuro sustentável. Durante a feira, a Seagri anunciou investimentos no Plano ABC+ para agricultura de baixa emissão de carbono. O dinamismo do evento foi confirmado por cases de sucesso, como a Cia Fértil, que vendeu 90 mil toneladas de fertilizantes, e a expansão tecnológica da Unitech.
Julho
O governo lançou o Plano Safra 2025/2026 com o aporte recorde de R$ 89 bilhões voltado à agricultura familiar. No entanto, produtores de outros portes ainda relataram dificuldades no acesso ao crédito por falta de formalização documental. O cenário financeiro seguiu pressionado por juros altos e tensões geopolíticas que elevaram os preços dos insumos agrícolas.
Agosto
MAPA e Sebrae firmaram acordo para aumentar em 20% a produtividade de 2,5 mil agroindústrias artesanais. O Brasil também promoveu a segurança alimentar em seminário no México. Apesar das boas parcerias, o agronegócio sofreu uma queda de 60% nos lucros do trimestre, impactado por um atraso de R$ 12,73 bilhões em pagamentos pelo Banco do Brasil e pelo aumento nos pedidos de recuperação judicial.
Setembro
Os dados comerciais mostraram que as exportações baianas para os EUA perderam força, enquanto a Espanha se destacou como novo destino. No interior da Bahia, a citricultura consolidou-se como polo gerador de emprego e renda. Para apoiar o campo diante de adversidades climáticas, o Ministério da Fazenda liberou uma linha de crédito específica para socorrer os produtores afetados ao longo do ano.
Outubro
A fruticultura brasileira atingiu seu melhor desempenho em uma década, exportando 209 mil toneladas (US$ 177,5 milhões). O sucesso ocorreu apesar de os EUA manterem a tarifa de 40% sobre o café brasileiro. Regionalmente, a Bahia consolidou sua liderança na produção de grãos no Nordeste, com expectativa de colher quase 13,6 milhões de toneladas na safra 2024/25.
Novembro
Com a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no Pará, a pecuária brasileira apresentou soluções de manejo sustentável e rastreabilidade para reduzir emissões. O debate climático tornou-se um diferencial competitivo no mercado global. Paralelamente, as exportações de frutas mantiveram o ritmo forte do mês anterior, confirmando a importância desse segmento na pauta exportadora nacional.
Dezembro
O ano encerrou com o PIB do agro baiano crescendo 8,1% no terceiro trimestre, impulsionado por grãos e café. O Ministério da Agricultura anunciou R$ 100 milhões para subvenção de preços e Ilhéus foi oficializada como Capital Nacional da Rota do Cacau. O setor termina 2025 em alerta com os riscos sanitários do calor extremo (La Niña) e o déficit logístico de armazenagem para a safra recorde.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato