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Venda de pirarucu e tambaqui de manejo gera renda superior a R$ 409 mil para pescadores da Amazônia

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Mais de 35 toneladas de pescado foram comercializadas, em 2023, na Amazônia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes sociais
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

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Publicado em 21/01/2024, às 21h27 - Atualizado às 21h30


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Manejadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, localizada no município de Fonte Boa, no interior do Amazonas, tiveram um faturamento de R$ 409.177,44 com a comercialização de pirarucu e tambaqui em feiras apoiadas pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em 2023. Ao todo, foram 35,73 toneladas de pescado comercializados, sendo 23,7 toneladas de pirarucu e 12,03 de tambaqui, beneficiando diretamente 178 manejadores. 

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As Feiras do Pirarucu e do Tambaqui ocorreram ao longo do ano na sede da FAS, em Manaus. Cerca de 2,6 mil pessoas compareceram aos eventos, onde adquiriram um peixe de qualidade e de origem sustentável, que contribui para a manutenção da floresta em pé. 

Para o gerente do Programa Prosperidade na Floresta da FAS e organizador das feiras, Edvaldo Corrêa, o ano foi de superação de desafios, uma vez que a estiagem extrema, resultado das mudanças climáticas, dificultaram o acesso dos manejadores aos lagos para realizar a pesca, assim como o transporte do peixe até Manaus. 

“Nossa avaliação é positiva, apesar das dificuldades que enfrentamos este ano com a grande seca. A feira é muito importante para os manejadores, pois é uma forma de ter um recurso direto. A FAS abre esse espaço, faz a divulgação e dá oportunidades aos manejadores para vender seu produto e explicar aos clientes o que é o manejo sustentável. A recepção dos clientes é muito boa”, afirma Edvaldo. 

As Feiras do Pirarucu e do Tambaqui são promovidas pela Associação dos Moradores e Usuários da RDS Mamirauá Antônio Martins (Amurman), com apoio da FAS que é responsável pela infraestrutura, transporte, logística e divulgação. A venda do pirarucu e do tambaqui manejado também têm apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (Sema) e da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).  

Um dos fatores que contribuíram para o sucesso de vendas do pirarucu, foi o clube de comercialização por assinatura do peixe, o Piraruclub, que alcançou a marca de R$ 158 mil em faturamento durante um ano de existência. A iniciativa, criada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em parceria com as comunidades da Reserva Sustentável de Mamirauá, realizou a venda de 4,4 toneladas do pescado, beneficiando 110 famílias manejadoras do estado.  

O projeto nasceu com o objetivo de fomentar a cadeia produtiva do pirarucu. Para isso, executa ações que vão desde o investimento na infraestrutura produtiva, gestão da produção, capacitação e gestão de negócios para os manejadores, até a agregação de valor no mercado e comercialização do pirarucu. 

Segundo o gerente do Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia da FAS, Wildney Mourão, o primeiro ano do projeto inovador superou as expectativas.  

“O projeto teve uma ótima recepção de um nicho de mercado que exige um produto de alta qualidade e acredito que conseguimos atender as expectativas. Nossa estratégia foi balizada na construção de um relacionamento transparente junto aos clientes, buscando agregar valor ao pirarucu, gerar renda para as comunidades e promover maior credibilidade para os produtos da bioeconomia da Amazônia”, avalia.  

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