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Publicado em 28/02/2019, às 16h45 Redação BNews
Uma parceria entre as secretarias de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e de Saúde (SMS) garantirá atendimento especializado no Hospital Municipal de Salvador (HMS) para meninas menores de 12 anos e meninos de 0 a 16 anos vítimas de violência sexual durante o Carnaval.
De acordo com dados nos últimos dois anos do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), casos relacionados a denúncias de violência sexual contra crianças, adolescentes e mulheres costumam aumentar até 20% no período do Carnaval.
“Essa será a primeira vez que as meninas e meninos vítimas de violência sexual terão essa intervenção para atendimento físico e psicossocial dentro de uma unidade de saúde deste porte, sendo um grande avanço para nossa cidade”, destaca a titular da SPMJ, Rogéria Santos.
A primeira recepção das vítimas de violência sexual será realizada por assistente social e/ou psicólogo nos módulos de saúde, que irão assistir vítima e pais ou responsáveis. O serviço social acionará o Conselho Tutelar e comunicará o caso à Delegacia Especializada de Repressão a Crime contra Criança e Adolescente (Derca). Será realizado atendimento clínico e acompanhamento do uso da contracepção de emergência, se necessário.
A transferência será feita através do Samu para o Projeto Viver (dentro do IML) ou para a UPA dos Barris, para execução do protocolo de Profilaxia de Exposição Sexual (PEP), procedimento necessário para vítimas de abuso sexual. Depois desses trâmites, a criança será encaminhada ao Hospital Municipal para exame ginecológico e atendimento da equipe multidisciplinar.
Finalizado o atendimento no Hospital Municipal, caso a criança esteja desacompanhada, a vítima será encaminhada para abrigamento nos Espaços Temporários de Convivência da SPMJ, que funcionarão durante 24 horas no período de Carnaval.
Espaços de convivência - A SPMJ disponibilizará espaços de convivência para crianças e adolescentes, filhos de ambulantes e catadores de recicláveis que trabalham durante o Carnaval. Serão quatro Casas de Acolhimento Provisório disponíveis para os filhos de ambulantes e catadores cadastrados de recicláveis cadastrados pela Prefeitura (ver lista abaixo). Com capacidade para 100 crianças em cada unidade, por período integral, os espaços também poderão receber menores por meio de abordagem social e Conselho Tutelar.
“Nosso compromisso com a proteção e abrigo das crianças e mulheres em situação de violência e vulnerabilidade é, mais uma vez, firmado com os soteropolitanos. Estamos dispondo cerca de 300 profissionais, compondo uma equipe qualificada e preparada para o trabalho, que exige total dedicação”, afirmou a secretária.
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