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Exclusividade de cervejaria no Carnaval tem atrapalhado vendas, afirmam ambulantes

Brenda Ferreira
Durante uma passada da equipe de reportagem pela Barra, na manhã deste sábado (2), foi fácil notar a insatisfação por parte dos vendedores  |   Bnews - Divulgação Brenda Ferreira

Publicado em 02/03/2019, às 13h38   Brenda Ferreira



Um dos assuntos mais comentados durante o Carnaval, entre os ambulantes, é a exclusividade da cerveja Skol nos circuitos. Os vendedores afirmaram ao BNews que esta situação tem atrapalhado e diminuído as vendas. 

Durante uma passada da equipe de reportagem pela Barra, na manhã deste sábado (2), foi fácil notar a insatisfação por parte dos vendedores. 

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Márcia Santana, que está no circuito desde quarta-feira (27), disse que para ela é “uma humilhação”. “O ‘rapa’ ainda quer levar porque eles estão dizendo que não pode vender outras coisas, só pode vender Skol. Só que a Skol está cara e a gente não está conseguindo vender, e quando a gente quer vender outra coisa, o rapa quer levar a mercadoria da gente”.

A vendedora ainda fez uma avaliação sobre suas vendas, até hoje, “Está difícil, viu? Porque ontem estava mais ou menos cheio, mas os melhores dias foram sábado e domingo. Carnaval está meio fraco”. 

Outra vendedora que quis se identificar apenas como Vilma concordou com Márcia. “Eu vim para cá na quinta-feira (28). A mercadoria que eu trouxe quinta está toda aí ainda. Não encontrei dinheiro pra repor a mercadoria. Para mim não está valendo a pena”.

Para Carlos Augusto também não foi diferente. Ele, que está na Barra desde terça-feira (26), quando aconteceu o Pipoco, relatou que não conseguiu vender o que pretendia. “Só ontem que deu uma melhorada, mas mesmo assim, a gente trouxe dez caixas de cerveja e, em três dias, não vendeu todas as caixas”. 

Questionado sobre a expectativa para este sábado (2), Carlos Augusto disse que não está esperançoso, mas vai continuar tentando, pois tem muita gente trabalhando. “É um patrocínio para tanta gente e o gosto [dos foliões] é variado, não é único. O público não quer só Skol. Aqui não pode botar nenhuma outra cerveja. O pessoal quer, procura essa bebida, mas não acha. Eu acho que se fosse um patrocínio compartilhado ajudaria todo mundo”, sugeriu o vendedor. 

O ambulante Hélio Pereira está desde o Fuzuê, que aconteceu no último dia 23, e aproveitou a presença da equipe para desabafar: já foi cobrada uma licença desnecessária pra vender no Fuzuê e no Furdunço, a venda fraquíssima, a bebida da Skol com o valor elevado [de R$ 2,50]. As pessoas que estão aqui trabalhando investiram na cerveja e é um patrocinador só. Não está dando o lucro que os ambulantes estão precisando. É uma festa pública, mas que se tornou privada. Foi uma guerra pra se conseguir a licença e vem o rapa querendo levar nossa mercadoria. Precisamos de respeito. 

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