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O cantor Alexandre Peixe comentou a ascensão do ritmo musical "naipe" no Carnaval de Salvador e defendeu a tradição baiana de acolher diferentes influências musicais. Questionado pelo BNews na primeira noite do Camarote Salvador, onde se apresenta nesta quinta-feira (27), o artista afirmou que não vê o fenômeno como uma invasão, mas sim como parte da identidade plural da folia baiana.
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"Eu acho que não. Inclusive, é essa coisa que a Bahia sempre foi aberta. A gente vê o frevo de Recife ali meio fechado, como se fosse uma reserva de mercado. Não pode, tem que ser frevo. A gente nunca teve isso", afirmou.
O artista relembrou que, desde o início dos trios elétricos, a música em Salvador sempre foi uma fusão de referências. "Se a gente olhar o trio elétrico lá no início, que não se tinha nem cantor ainda, a gente fazia o quê? A gente tocava frevo, a gente tocava os clássicos de Roberto Carlos, as músicas da época, até Moraes [Moreira] resolver se aventurar e cantar e, enfim, tudo seguir como estamos aí. Então, a gente sempre foi aberto a isso", explicou.
O "naipe baiano" tem ganhado popularidade nas redes sociais e já foi adotado por artistas como Ludmilla, Léo Santana e Lorena Improta. O estilo, que une o pagodão baiano a coreografias virais, tem sido tema até de competições de dança. Para Alexandre Peixe, no entanto, quem vai determinar o futuro do movimento é o público. "Eu acho que é o público que vai definir, né? O que é que quer consumir", concluiu.
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